NÃO AO ENCERRAMENTO DAS OFICINAS DA CP, NO ENTRONCAMENTO
Por Jornal Rostos
Eis o texto enviado para a nossa redacção pelo BE:
O matutino “Público” de Domingo passado noticiou que “a CP pretende transferir para a zona da Bombardier (na Amadora) todas as suas oficinas, instaladas actualmente no Entroncamento, Santa Apolónia (Lisboa), Campolide, Oeiras e Barreiro”. Solicitada pelo jornal, Ana Peixinho, porta-voz do Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações, recusou-se a confirmar ou desmentir esta informação.
A ser verdade esta intenção da CP, estará em curso o maior ataque que até hoje sofreu o Entroncamento. Esta decisão contraria, aliás, as declaradas intenções descentralizadoras do novo governo.
Nas oficinas da CP do Entroncamento, laboram actualmente mais de setecentos trabalhadores. A extinção destes postos de trabalho provocará uma crise económica e social sem precedentes, na cidade e na região. É absolutamente inadmissível.
Nestas circunstâncias e sem prejuízo de outras acções que venham a revelar-se necessárias, o Bloco de Esquerda:
-Declara-se, desde já, frontalmente contra o encerramento das oficinas da CP no Entroncamento;
-Solicitará esclarecimento cabal sobre as reais intenções do Ministério e da administração empresa, através do Grupo Parlamentar na Assembleia da República;
-Solidariza-se com os trabalhadores ferroviários do Entroncamento e apoiará todas as formas de luta que estes decidam empreender contra o encerramento das oficinas.
Entroncamento, 21 de Março de 2005
O Sec. da Com. Coordenadora de Santarém do Bloco de Esquerda














