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Vida

Industriais do Ensino da Condução AutomóvelRepudiam acusações de responsáveis pelo flagelo rodoviário

A “Associação dos Industriais do Ensino da Condução Automóvel de Portugal - ANORECA”, uma das associações mais representativas das escolas de condução e, consequentemente, de muitos profissionais do ensino da condução, vem, por este meio, manifestar o seu repudio pela campanha difamatória que se tem vindo a desenvolver contra as Escolas de Condução e divulgada na comunicação social.

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Por Jornal Rostos

De facto, o que se tem vindo a verificar, e que não podemos aceitar, é que, publica e continuamente, são feitas graves e infundadas acusações ao nosso sector de actividade, sem que o mesmo seja devidamente representado e as possa contradizer.

É que, se não enjeitamos as responsabilidades que nos possam caber, muito pelo contrário, não podemos é aceitar que sejam as Escolas de Condução as principais responsáveis pelo flagelo rodoviário. Com efeito, se se atender às principais causas dos acidentes (excesso de velocidade, abuso de bebidas alcoólicas ou mesmo os comportamentos cívicos, entre outras), é óbvio que pouca responsabilidade cabe às escolas de condução na produção dos sinistros que decorrem de tais comportamentos, pois estes não são seguramente ensinados ou encorajados nas escolas de condução durante o período de aprendizagem da condução de um adulto, sem falar na existência de inúmeros condutores, que circulam nas mesmas vias públicas, mas que obtêm os seus títulos de condução num sistema totalmente paralelo e sem as mesmas regras de fiscalização e exigências impostas às verdadeiras Escolas de Condução.

Não compreendemos que nos artigos e entrevistas respeitantes ao ensino, à circulação e à segurança rodoviária, não seja dada voz àqueles que verdadeiramente formam os condutores. Sobretudo quando é dada voz a pessoas e entidades que enfatizam as responsabilidades das escolas de condução no problema da sinistralidade rodoviária, posição de que discordamos veementemente.

Compreendemos que tal ênfase interesse a certas pessoas e entidades que, na busca de protagonismo, dedicam a sua atenção a questões polémicas e sensionalistas, mas pouco realistas e distanciadas dos verdadeiros problemas que afectam a segurança rodoviária.

Não podemos aceitar é que, com fins e objectivos pouco claros, alguns dos Presidentes de Associações, com responsabilidades neste sector, usem estes temas em prol da aprovação das suas propostas, entre as quais a criação da tão polémica “entidade única” ou, como já anteriormente foi apelidada, “Instituto de Exames” que mais não é que a concentração de todos os Centros de Exame do País num ente que, de acordo com tais propostas, passaria para o direito privado, acrescido de um bónus de receitas derivadas do previsto aluguer das viaturas de exame.

Aceitamos que os responsáveis pelos actuais centros de exames privados confessem publicamente a sua incapacidade de gestão e de controlo dos centros que as Associações a que presidem detêm.

Não aceitamos é que os mesmos “responsáveis”, incapazes de gerir esses centros, venham agora reivindicar para si a totalidade de um sector de actividade de enorme responsabilidade como o é a avaliação de condutores.

Assim, vimos, em representação dos nossos associados demonstrar o nosso efectivo desagrado pela forma parcial como alguma comunicação social tem considerado o ensino da condução em Portugal, dando voz a quem desconhece a verdade da nossa actuação, sem permitir que aqueles que conhecem a realidade se possam pronunciar.

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