Renault lança ModusNovo grupo motopropulsor

Por Jornal Rostos
O grupo moto-propulsor apresenta as últimas inovações técnicas: injectores piezoeléctricos, multi-injecção, pistões de geometria específica e duplo volante amortecedor, proporcionando um excelente prazer de condução. Com este novo grupo moto-propulsor, disponível nas versões Dynamique Luxe, Privilège Luxe e Initiale, o Modus responde às normas europeias Euro 4 de emissão de poluentes.
O Modus está agora equipado com um motor diesel 1.5 dCi 105 e com uma nova caixa manual de seis velocidades, desenvolvida em comum pela Renault e pela Nissan. Com esta motorização, derivada do motor diesel 1.5 dCi 100 cv (74 kW), o prazer de condução é maior. A potência passou de 100 cv (74 kW) para 105 cv (78 kW) às 4 000 rpm, e o binário teve um aumento de 20 %, tendo passado de 200 Nm para 240 Nm às 2 000 rpm. As performances são ainda melhores: a velocidade máxima do Modus 1.5 dCi 105 é de 186 km/h, em circuito, necessitando apenas de 11,2 segundos dos 0 aos 100 km/h.
Esta evolução do motor 1.5 dCi, além de manter as tecnologias que tornaram versão de 100cv um êxito (sistema Common Rail de 2ª geração, turbo de geometria variável multialheta, pressão de injecção de 1 600 bars), beneficia ainda de inovações próprias. Os injectores tipo “solenóide” da versão de 100 cv foram substituídos por injectores de 6 orifícios piézo-eléctricos. A tecnologia piézo da Siemens possibilitou a multi-injecção neste motor. A rapidez de reacção e de comando do sistema (4 vezes superior à de um injector do tipo « solenóide ») permite, com a afinação adoptada, três injecções por ciclo: injecção piloto, injecção principal e pós-injecção. A injecção piloto, doseada de forma ainda mais precisa, melhora a acústica com limitação dos batimentos diesel, especialmente ao ralenti. A pós-injecção contribui para a redução da emissão de poluentes pela queima da fuligem produzida durante a combustão. Deste modo, o consumo e as emissões poluentes continuam a ser as referências da categoria: 124g de CO2/km, em circuito misto, no Modus. Há ainda a assinalar outra modificação significativa relacionada com a geometria dos pistões. O novo grupo motopropulsor responde pois facilmente às normas europeias Euro 4 de emissão de poluentes.
No que se refere à acústica, a introdução de um duplo volante amortecedor (DVA) permitiu suprimir o ruído surdo a baixo regime. A acústica foi ainda beneficiada por um bloco de motor de grande superfície e pela implantação de um quarto ponto de suspensão para o grupo motopropulsor. A multi-injecção, especialmente a injecção piloto, contribui também para a redução dos ruídos de combustão.
A motorização 1.5 dCi 105 é montada na fábrica da Renault de Valladolid (Espanha).
A primeira caixa de velocidades concebida em comum pela Renault e pela Nissan
A motorização 1.5 dCi 105 está disponível com a nova caixa manual de 6 velocidades, concebida em comum pelos técnicos da Renault e da Nissan. Trata-se do terceiro órgão mecânico concebido pela Aliança (depois dos dois motores a gasolina 1.4 e 1.6 litros). Esta nova caixa de velocidades mecânica não substitui qualquer outra caixa de velocidades existente. Pela cooperação existente entre a Renault e a Nissan no controlo dos custos, a relação qualidade/preço desta nova unidade é particularmente atractiva, com o que de melhor existe em termos tecnológicos. A cooperação mecânica baseou-se na prática estabelecida pela Aliança, ou seja: em termos tecnológicos, a Renault é responsável pelas caixas de velocidades manuais e a Nissan pelas caixas de velocidades automáticas. Depois da permuta de órgãos, a concepção em conjunto marca uma nova etapa da cooperação mecânica no seio da Aliança.
Esta nova transmissão, com o binário máximo de 240 Nm, destina-se às motorizações a gasolina e diesel de pequena e média cilindradas. A 6ª velocidade melhora a condução e reduz o consumo. A aproximação dos limiares de mudança das cinco primeiras velocidades preserva a vivacidade do motor e a 6ª velocidade permite reduzir o regime e, consequentemente, o nível sonoro a velocidade estabilizada. O consumo em auto-estrada é também menor (cerca de menos 10 %), quando estabelecida a comparação com uma caixa de velocidades J, em circuito misto. A sincronização das duas primeiras velocidades, por um triplo cone, e a sincronização da marcha-atrás tornam esta caixa de velocidades verdadeiramente agradável.
No que se refere ao plano técnico, esta caixa de velocidades de dois veios distingue-se por ser particularmente compacta e leve. O seu peso é de apenas 41kg (menos 10 % do que a caixa de velocidades J), para uma capacidade de binário que chega a 240 Nm.
Portugal, fornecedor de componentes
A fábrica de Renault de Cacia (Aveiro) fornece os carteres de embraiagem e de mecanismos, assim como os cone crabot.. Os cárteres são fabricados em linhas flexíveis compostas por centros de maquinagem de grande velocidade, com uma capacidade de 10 000 conjuntos de peças (embraiagem e mecanismos) por semana, com um tempo de ciclo de 0,65 minutos.
Esta nova caixa de velocidades manual é montada na fábrica de mecânica da Renault em Sevilha (Espanha). A capacidade inicial instalada é de 450 000 unidades por ano, sendo 80% para a Renault e 20% para Nissan. O investimento industrial foi repartido entre a Renault e a Nissan, em função do volume fabricado para cada uma das marcas. A caixa de velocidades manual equipa o motor 1.5 dCi 105 nos veículos Modus, Clio III e Mégane.














