Saltar para o conteúdo
Vida

CTT iniciam operação ibérica em Outubro

A APDC realizou, ontem, dia 20 de Setembro, um jantar-debate com Luís Nazaré, presidente do Conselho de Administração dos CTT, que reflectiu sobre os desafios que se colocam aos CTT numa época em que a economia é cada vez mais digital, assim como deu a conhecer quais as prioridades dos CTT para fazer face a esses mesmos desafios.

4 min de leitura

Por Jornal Rostos

A APDC – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações – (www.apdc.pt), realizou, ontem, dia 20 de Setembro, um jantar-debate com Luís Nazaré, presidente do Conselho de Administração dos CTT, que reflectiu sobre os desafios que se colocam aos CTT numa época em que a economia é cada vez mais digital, assim como deu a conhecer quais as prioridades dos CTT para fazer face a esses mesmos desafios.

Norberto Fernandes, presidente da APDC, considerou que: “a realização deste jantar-debate com Luís Nazaré tem como objectivo dar a conhecer o pensamento do novo líder dos CTT, uma empresa que faz parte da história do país, e que continua a ser fascinante e com capacidade para responder aos desafios que se colocam no seu futuro mais próximo”.

Luís Nazaré, na sua intervenção subordinada ao tema “Em busca de um novo portfólio de serviços para os CTT”, considerou que a sua entrada nos CTT o conduziu a um mundo fascinante, em que os desafios que se adivinham são muitos e onde a necessidade de encontrar uma resposta rápida para os mesmos é condição essencial para a sobrevivência e a evolução da empresa.

Para o presidente do Conselho de Administração dos CTT, um dos principais inimigos do negócio é a Internet. “Actualmente a correspondência pessoa a pessoa representa apenas 10% do negócio dos CTT, as pessoas comunicam por correio electrónico, deixaram de escrever cartas. Por isso o nosso negócio tradicional está centrado na correspondência empresarial, empresa a empresa e empresa/consumidor o que representa 90% do negócio actual dos CTT. Temos de tirar partido desta situação e concentrar o envio de correspondência física no sector empresarial”.

A importância estratégica do mercado empresarial também está visível na internacionalização dos CTT. Com a recente aquisição da Tourline Express, uma empresa de correio expresso de Barcelona, mas que actua em todo o território espanhol, a partir de Outubro, os CTT iniciarão a sua operação no mercado ibérico. “Temos de nos habituar à ideia de que a nossa fronteira são os Pirinéus. Só assim conseguimos economias de escala que sustentem o nosso negócio”, referiu Luís Nazaré.

A par da internacionalização, os CTT irão apostar na fileira digital para responder aos desafios que a Internet lhes está a colocar. Entre as medidas a tomar nesta área está a criação da Caixa Electrónica Postal. “Nas próximas semanas os CTT irão lançar a Caixa Electrónica Postal e no primeiro trimestre do próximo ano esperamos ter este serviço massificado. Com esta inovação os clientes poderão ter acesso por via electrónica e sem quaisquer custos adicional, à correspondência que tradicionalmente lhes é enviada por via física, como sejam as facturas e os extractos bancários. A nossa vantagem é, a de facturar este serviço aos respectivos clientes empresariais para além de, posteriormente efectuar o seu envio por via postal. Este será, assim, um serviço com custo zero para os consumidores finais, uma vez que serão os nossos clientes-empresa que irão pagar por este envio. Trata-se aqui de melhorar a qualidade do serviço prestado”, afirmou Luís Nazaré.

O Banco Postal continuará a ser uma das prioridades do actual presidente do Conselho de Administração dos CTT. “ Iremos apostar no projecto do Banco Postal, que dada a capilaridade da nossa rede e a nossa experiência no sector financeiro, nomeadamente através dos certificados de aforro, se irá transformar num serviço popular com serviços simples, fiáveis e baratos.”

Luís Nazaré considerou ainda que os CTT deverão agir por antecipação e por isso terão de entrar noutras áreas de serviços para, assim, fazer face à concorrência que se adivinha, nomeadamente quando ocorrer a liberalização total do sector, prevista para 2009. Actualmente já dois terços da actividade dos correios estão liberalizados, faltando a correspondência pessoa a pessoa, a qual está sujeita à prestação do serviço universal.

Na sua intervenção final Luís Nazaré reforçou a sua convicção de que é possível aos CTT continuarem a competir num sector que está repleto de desafios e de adversidades. “Acreditamos que os CTT são uma empresa de que os portugueses se podem orgulhar, pois está presente em todo o território e é uma das marcas mais reconhecidas e queridas dos portugueses.”

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção