Saltar para o conteúdo
Vida

CGTP-IN sublinhaA importância das eleições Presidenciais

“Temos que, com determinação e confiança na nossa força, tudo fazer para que, no desfecho final das eleições, não se concretize a possibilidade de, pela primeira vez na história da democracia portuguesa pós 25 de Abril, ser eleito um Presidente da República de direita” – refere a nota da CGTP-IN enviada para a nossa redacção.

5 min de leitura
CGTP-IN sublinha A importância das eleições Presidenciais

Por Jornal Rostos

“As eleições presidenciais do próximo dia 22 de Janeiro assumem grande importância e significado, já que estará em jogo muito do futuro político do país para os próximos anos, não apenas pelo relevante papel institucional e político que o Presidente da República pode desenvolver, no exercício das funções e responsabilidades que a Constituição da República lhe confere mas, acima de tudo, porque este processo eleitoral deve contribuir para a clarificação dos grandes problemas com que o país se defronta e, ainda, propiciar a apresentação e fundamentação de propostas políticas alternativas para o país.” – refere a nota da CGTP-IN enviada para a nossa redacção.

É preciso votar

“Não haverá bons resultados para os trabalhadores, se estes não se mobilizarem para o voto.
Os trabalhadores não podem permitir que outros decidam por eles e não há dúvidas de que das eleições vai sair uma opção. É preciso participar activamente no processo e votar!
O resultado das eleições presidenciais tem de significar um impulso novo, para a imperiosa necessidade de mudança de políticas” – salienta a CGTP-IN.

Reflexão e debate para garantir o futuro

“A grave situação económica e social em que o país se encontra tem causas e responsáveis bem identificados.
O aumento da precariedade e o agravamento do desemprego, a diminuição real dos salários e o aumento acentuado do custo de vida, a fragilização dos direitos laborais e sociais, o ataque às funções sociais do Estado, a deterioração do nível de vida da população e o crescente fosso de desigualdade social e de falta de coesão, fundam-se nas receitas dos que todos os dias apregoam a necessidade do pretenso rigor inerente ao fundamentalismo económico e financeiro e são consequências das desastrosas opções políticas e económicas que, com pequenas “nuances”, têm sido seguidas pelos sucessivos governos.” – refere a nota da CGTP-IN.

Amputando a democracia com populismos

“Por outro lado, cada vez mais, as liberdades e direitos fundamentais dos cidadãos são postos em causa, a pretexto de dinâmicas globais em que se insere a invocação do combate ao terrorismo, ao mesmo tempo que vão amputando a democracia com populismos e complexas manipulações de interesses imediatos das pessoas, a que associam campanhas ideológicas conservadoras e aniquiladoras dos valores da solidariedade e do progresso social.
Temos de colocar em evidência nestas eleições que, por muito complexa que seja a situação vivida no país, ou pelas diferenças de análise que cada um tenha da realidade, a sistemática invocação e “institucionalização” da crise, em detrimento da abordagem séria e responsabilizadora dos problemas com que nos deparamos, só favorece o apelo descarado, indigno e injusto que é feito aos trabalhadores por parte do poder económico e dos governantes, para mais e mais sacrifícios, enquanto os lucros e as grandes fortunas aumentam escandalosamente.” – é a opinião expressa na resolução da CGTP- IN.

Afirmar propostas para a valorização do trabalho

“Temos que denunciar e rejeitar as candidaturas ou propostas de candidatos que credibilizam, insistem e aprofundam estas políticas, pois com elas o país não se desenvolverá e a vida da esmagadora maioria dos portugueses e das portuguesas, tornar-se-á pior.
Nesta fase do processo eleitoral, com a primeira volta das eleições marcada para 22 de Janeiro de 2006 e com várias candidaturas no campo da esquerda, a CGTP-IN considera necessário que os trabalhadores e as trabalhadoras concorram com o seu voto para afirmar propostas que tragam um contributo para a valorização do trabalho, para combater a descrença e a desesperança que hoje marcam a nossa vida colectiva e que façam do seu voto uma forma de luta, de afirmação de descontentamento, de protesto contra a ofensiva que atinge os seus direitos e interesses, de exigência de alternativa e rompimento com os aspectos essenciais das políticas que vêm sendo seguidas, para que o país se desenvolva articulando crescimento económico com progresso social.” – refere a CGTP- IN

Preparar a derrota do candidato da direita

“Uma opção de voto em consonância efectiva com propostas eleitorais que assumam os objectivos por que lutamos é, nesta fase, um caminho seguro para os trabalhadores.
Temos que, com determinação e confiança na nossa força, tudo fazer para que, no desfecho final das eleições, não se concretize a possibilidade de, pela primeira vez na história da democracia portuguesa pós 25 de Abril, ser eleito um Presidente da República de direita e do poder económico e financeiro, e, clara e inequivocamente, apoiado pelas forças da direita social e política. Está ao nosso alcance eliminar esse perigo!” – é o apelo que salienta a resolução do Conselho Nacional da CGTP-IN.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção