LBC TanquiporSimulacro de Emergência testa meios de segurança.

Por Jornal Rostos
Um ferido sem gravidade foi o resultado do acidente ocorrido esta manhã na Tanquipor. Um dos membros da equipa de intervenção caiu e ficou ferido, tendo sido socorrido pela ambulância da Quimiparque.
Este poderia ser o relato de um acidente ocorrido nas instalações daquela empresa do Barreiro, não fosse este apenas um simulacro de emergência organizado para testar os meios de segurança.
Adesão às regras e políticas de qualidade
Para o administrador França Pereira, “esta é a melhor forma de focarmos o nosso empenhamento na adesão às regras e políticas de qualidade, ambiente e segurança da empresa, cumprindo o nosso Plano de Emergência Interno, de forma a atingir um nível elevado de segurança. A nossa intenção é utilizar estes exercícios anuais como formação do pessoal, de forma a articular ritmos. Pretendemos ir aumentando o grau de dificuldade destes exercícios ao longo do tempo para estarmos sempre preparados o melhor possível.”
O cenário escolhido para o simulacro deste ano foi um acidente classificado como «improvável».
Tratou-se do derrame de gasolina por rotura da linha na cisterna de enchimento nº 2, durante a operação de carga de um camião cisterna, devido a uma avaria nos detectores, que levou à interrupção do trânsito no sector e a intervenção de uma equipa para cobrir o derrame com espuma.
Seguiu-se uma análise de gases, mas o pior ainda estava para vir quando deflagrou um incêndio na bacia de retenção de derrames da estação de carga de camiões cisterna e um dos membros da equipa de intervenção ficou ferido.
Avaliação do exercício foi positiva
No rescaldo da acção, José Martins da Silva, responsável técnico da Segurança e Ambiente referiu que “a avaliação deste exercício foi extremamente positiva. Tivemos alguns riscos assumidos, sobre os quais os Bombeiros Voluntários nos chamaram a atenção, mas que foram tidos em conta, e as opções que fizemos foram tomadas para salvaguardar a intervenção. O exercício que aqui fizemos revela também que se as empresas tiverem preocupação em dar formação aos seus colaboradores e fizerem exercícios regulares, se conseguem performances muito melhores. Os nossos trabalhadores estão todos preparados para as possíveis acções de emergência e as nossas brigadas fizeram mesmo alguma formação em Espanha.”
Plano Municipal de Emergência
João Soares, vereador da autarquia do Barreiro esteve presente no simulacro e considerou este tipo de acções como “muito importante, porque revela um interesse por parte das empresas no sentido de terem os seus próprios meios de intervenção rápida. Embora estes meios possam não ser suficientes caso ocorra um problema grave, em conjunto e coordenados com um sistema central de segurança do concelho, como o Plano Municipal de Emergência, são extremamente eficazes.
A Câmara Municipal do Barreiro tem responsabilidades no Plano de Emergência, e todos estes simulacros que têm estado a decorrer em diversas instalações nos parques industriais serão analisados em conjunto e serão enquadrados dentro de um Plano Global. Para isso contamos com o apoio de todas as empresas, dos Bombeiros e da população em geral.
Mas penso que tem tudo corrido bastante bem e a população pode estar descansada porque têm pessoas que se preocupam com a sua segurança. Não se tratam de ilhas que aqui se encontram mas são antes um arquipélago que vai de certo modo, aos poucos e poucos, tendo condições de responder a uma possível necessidade de socorro que esperemos nunca venha a acontecer.”
Maria do Carmo Torres














