AUTOEUROPATrabalhadores rejeitam Acordo de Empresa
Entretanto, a Administração divulgou uma “Carta Aberta aos colaboradores da AUTOEUROPA” onde lança um apelo “à vossa reflexão durante o período natalício para ainda tentarmos, no início do próximo ano, o Acordo que nos faça voltar à corrida por novos produtos”.
Por Jornal Rostos
Neste referendo realizado na empresa participaram 86,20% dos inscritos, tendo 42,49% optado pelo SIM ao acordo, 55,87% votaram NÂO, enquanto 1,19 optou por votar em branco e 0,45% foram considerados votos nulos.
Entretanto, em sequência desta posição dos trabalhadores, e posições assumidas pela Administração, a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa terá sido chamada, hoje, para uma reunião com o Ministro da Economia, de forma a analisar a situação da empresa.
Não ter acordo significa instabilidade
Entretanto, a Administração divulgou uma “Carta Aberta aos colaboradores da AUTOEUROPA” onde lança um apelo “à vossa reflexão durante o período natalício para ainda tentarmos, no início do próximo ano, o Acordo que nos faça voltar à corrida por novos produtos”.
De acordo com o referido na “Carta aos Colaboradores” a Administração considera que “não ter acordo significa instabilidade e falta de confiança que se poderá estender também à nossa casa mãe em Wolfsburg, pondo em causa a futura atribuição de novos produtos.”
Sublinha a Administração que “não ter acordo, e dado que nos anos 2006,2007 e seguintes vamos ter menos volume de produção que no ano de 2005, significa menos trabalho e menos necessidades de pessoal.”
Adaptação de trabalhadores às necessidades de produção
Sublinha ainda a Administração da AUTOEUROPA que “toda a instabilidade está a acontecer no período importante da história da AUTOEUROPA, ou seja, durante o período de lançamento do produto mais aguardado no grupo Volkswagen, o VW Eos. Isto é dramático”.
De acordo com a “Carta” subscrita por Emílio Sáenz, “para nos adaptarmos à nova realidade, sem Acordo e com menos trabalho, teríamos de começar, a partir do 1º trimestre de 2006, com acções que sempre tentámos evitar ( o que foi conseguido, por exemplo, com o Acordo Laboral de 2003).”
Refere-se que “estas acções passariam por adaptação do número de trabalhadores às necessidades de produção; outsourcing das áreas que não são core business ( que não tem influência directa na produção).














