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Vida

Trabalhadores da Linha do Sado afirmam“Autarcas em alguns é notório um factor de inércia nas suas posições”

. “A redução na procura do número de passageiros na Linha do Sado foi de uns insignificantes 1%”

A Sub-Comissão de Trabalhadores da Linha do Sado, em nota enviada para a nossa redacção, contesta o estudo que aponta para o fim da exploração do troço entre Pinhal Novo e Praias Sado e exige a electrificação entre Barreiro e Praias Sado e alerta para a redução de postos de trabalho ou transferências compulsivas.

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Trabalhadores da Linha do Sado afirmam “Autarcas em alguns é notório um factor de inércia nas suas posições”

Por Jornal Rostos

A Sub-Comissão de Trabalhadores da Linha do Sado, refere que “face aos sucessivos adiamentos por parte do Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações, ora do Governo do PSD/CDS-PP ora do PS e das promessas não cumpridas às populações dos Concelhos do Barreiro, Moita, Palmela e Setúbal decorria na altura o ano de 1999, da conclusão dos trabalhos de electrificação total da Linha do Sado vem agora, depois da luta intensa e persistente dos munícipes destes Concelhos, Comissão de Utentes e trabalhadores da Linha do Sado, com as conclusões de um estudo por parte da Roland Berger-Strategy Consultants, que apresenta uma proposta para o fim de exploração do troço entre Pinhal Novo e Praias do Sado, pela CP/Lisboa!”

Concretização efectiva da electrificação entre Barreiro e Praias do Sado

Na opinião da Sub-Comissão de Trabalhadores da Linha do Sado – “ Este estudo tem o valor que tem, para a CP/Lisboa tem uma leitura, para nós trabalhadores tem outra, e essa passa pela concretização efectiva da electrificação, e dos comboios da CP/Lisboa circularem entre Barreiro e Praias do Sado: é esse o nosso objectivo prioritário!
Já não bastou o Ministério da tutela retirar-nos os comboios Regionais e Inter-cidades, com partidas e chegadas à Estação do Barreiro, vêm agora uns “iluminados” propor que os comboios da CP/Lisboa vão apenas e só até Pinhal Novo.”

A redução efectiva de postos de trabalho e a transferência compulsiva

Salienta a Sub-Comissão que – “A CP/Lisboa é uma Empresa de Capital Social do Estado e vocacionada para o transporte público e social ao serviço das populações, e é por esse serviço prestado à comunidade que recebe os duodécimos de idminizações compensatórias por parte do Governo.
Caso este estudo de intenções fosse concretizado, seria a penalização dos utentes, que vêm assim diminuir a oferta do transporte ferroviário público e, por outro lado, no que respeita aos trabalhadores da CP/Lisboa-Linha do Sado, seria a redução efectiva de postos de trabalho e a transferência compulsiva dos mesmos para outras localidades, quando estes tem a sua vida familiar estabilizada no Barreiro ou nos concelhos limítrofes.”

Autarcas em alguns é notório um factor de inércia nas suas posições

Por outro lado a Sub-Comissão refere – “Quanto aos nossos Autarcas, em alguns é notório um factor de inércia nas suas posições, pois limitam-se a pedir o fim das PN`s, novos viadutos, passagens desniveladas e algumas obras de arte e pouco mais; é preciso sentir o pulsar das populações e ter em consideração a sua taxa de envelhecimento, porque quem assim não entender é como “ver a formiga e não querer ver o elefante”. É necessário, e urgente, a aposta na mobilidade dos transportes públicos no nosso distrito.”

A redução na procura de passageiros na Linha do Sado foi insignificante

Sublinha a Sub-Comissão que – “É importante referir, mesmo com a concorrência da Fertagus a ir à cidade de Setúbal, a redução na procura do número de passageiros na Linha do Sado, foi de uns insignificantes 1%. Quer isto dizer, que com a electrificação total da nossa linha a procura vai aumentar e as receitas e despesas, vão equilibrar.
Seja qual for o estudo encomendado, não há razão plausível em termos práticos de, por exemplo, um estudante residente num dos Concelhos do Barreiro ou Moita, em que o seu Estabelecimento de Ensino é o Politécnico de Praias do Sado, ter de efectuar dois transbordos, um na Estação de Pinhal Novo, do comboio da CP/Lisboa para o da Fertagus, e o outro em Setúbal, em que muda novamente do comboio para o autocarro com vista seguir viagem para Praias do Sado. De um grosso modo, para percorrer 34 km, muda duas vezes de transporte, só neste País à beira mar plantado!”

Favorecimento dos interesses dos Grandes Grupos

A finalizar a Su-Comissão considera que – “Perante este cenário fantasmagórico, cujos objectivos apontam clara e inequivocamente para o favorecimento dos interesses dos Grandes Grupos Económicos, neste caso da Fertagus, do Grupo Barraqueiro, em detrimento de uma Empresa Pública, a CP/Lisboa.
Perante esta situação, não nos resta outra alternativa, e essa passa por objectivos, esses sim, bem definidos e concretos, de lutar e continuar a lutar por melhores comboios na Linha do Sado, mas, da CP/Lisboa-Empresa Pública.”

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