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Vida

Reunião no Barreiro defendeComboio Eléctrico Barreiro – Praias Sado é necessário

. Não tem aceitação o falso argumento do Conselho de Gerência da CP de que a solução passa pela privatização para acabar com os défices da exploração
. Salientam o despedimento de trabalhadores ferroviários, o encerramento de estações e que o material circulante há muito desaconselhado continua em funcionamento

Diferentes estruturas preocupadas com o futuro da Linha Barreiro – Praias Sado, em reunião conjunta, decidiram promover uma “acção conjunta ou convergente, encontrar as formas que nos pareçam mais adequadas para que o projecto de desenvolvimento no transporte da Linha do Sado seja cumprido e o comboio eléctrico entre a cidade do Barreiro e Praias do Saio seja em breve uma realidade”.

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Reunião no Barreiro defende Comboio Eléctrico Barreiro – Praias Sado é necessário

Por Jornal Rostos

No âmbito de uma reunião em que participaram diversas estruturas preocupadas com a evolução da Linha do Sado, foi aprovado um documento, subscrito pelas seguintes entidades : Comissão de Utentes da Linha do Sado; Comissão de Utentes Rodo-Ferro-Fluvial do Barreiro; Sub-Comissão de Trabalhadores Ferroviários da Linha do Sado; Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário.
Cumprimento de um projecto reconhecido como necessário
As referidas estruturas concluíram que, da parte da Tutela, não há vontade em cumprir, a concretização do Comboio Eléctrico na Linha Barreiro – Praias Sado.
“O facto da CP e o Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações terem adiado desde 2001 a concretização da electrificação e beneficiação do troço entre o Barreiro/Pinhal Novo e nem tão pouco responderem à solicitação de audiência dos municípios envolventes da Linha do Sado, é clarificador da falta de vontade da tutela pelo cumprimento de um projecto reconhecido como necessário ao desenvolvimento da região, para a mobilidade das populações envolventes e indispensável para a desaceleração do volume do transporte individual.” – salienta-se no comunicado enviado para a nossa redacção.
Material circulante há muito desaconselhado continue em funcionamento
Na opinião divulgada sublinha-se que “mantém-se e acentua-se a ameaça de privatização”, salientando que “a não iniciação dos trabalhos de electrificação e beneficiação do troço Barreiro/Pinhal Novo; a desarticulação do poio ferroviário do Barreiro e a falta de medidas estruturantes para o sector; a declaração pública da CP de 19 de Maio a defender o abandono da exploração do troço Barreiro/Pinhal Novo; a pressão de fortes grupos financeiros a que mais recentemente se junta a chamada “Convenção do Beato” a exigir do Governo a privatização da CP, aliado à voz do PSD na Assembleia da República a defender a privatização de todos os transportes públicos do país, mostra como a Tutela está permeável à ideia da privatização, colocando em causa a necessária melhoria do transporte ferroviário e a existência de um serviço público de qualidade, a preço acessível à grande massa trabalhadora e defensor do meio ambiente.
O despedimento de trabalhadores ferroviários, o encerramento de estações e deixando que o material circulante há muito desaconselhado continue em funcionamento, são, só por si, denunciadores de uma política de transporte contrária ao desenvolvimento e aos interesses das populações quanto a mobilidade.”

Falso argumento do Conselho de Gerência da CP que a solução passa pela privatização

“Os utentes, as populações, os trabalhadores ligados ao sector ferroviário e as autarquias, há já oito anos que reclamam e justificam a existência de comboio eléctrico directo entre Barreiro/Praias Sado. E não tem aceitação o falso argumento do Conselho de Gerência da CP de que a solução passa pela privatização para acabar com os défices da exploração, quando a realidade nos mostra que a empresa privada Fertagus, além de um serviço deficiente e que tende a piorar, comporta maiores encargos financeiros para o Estado” – foi outra ideia força expressa no documento divulgado, como resultado da reunião entre as estruturas referidas.
Projecto de desenvolvimento no transporte da Linha do Sado seja cumprido
“Só um serviço público prestado pela CP que corresponda às exigências de transporte com qualidade pode dar resposta satisfatória às necessidades de centenas de milhar de pessoas quanto a mobilidade na Linha do Sado e na sua movimentação para o Alentejo e Algarve. E só assim a Linha do Sado poderá, inclusivamente, aumentar significativamente o número de utentes diários.” – acrescentam, para concluir que “as estruturas representativas reunidas na cidade do Barreiro a 6 de Outubro pensam actuar, procurando que em acção conjunta ou convergente, encontrar as formas que nos pareçam mais adequadas para que o projecto de desenvolvimento no transporte da Linha do Sado seja cumprido e o comboio eléctrico entre a cidade do Barreiro e Praias do Saio seja em breve uma realidade.”

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