ZOOM Informática no Barreiro“A nossa oferta tem a qualidade comprovada da ArtSoft"
Disponível no site da ZOOM uma área específica para compras online através do software ArtSoft “que foi desenvolvido porque uma das empresas nossas clientes pediu um sistema desses para que os seus clientes possam fazer as compras online” – foi salientado ao «Rostos»

Por Jornal Rostos
Abílio Pires e João Paulo Ribeiro decidiram enveredar por um sonho que faz parte do imaginário de muitos portugueses: abrir um negócio próprio, aproveitando o seu know-how na área da informática.
Em Agosto de 1995 nasceu a Zoom, dedicada à venda e prestação de serviços para a área empresarial, com software de gestão de empresas, de implementação de redes e ligações remotas, entre outras ofertas "mas depois as coisas foram evoluindo e acabámos por optar também pela venda ao público, em especial consumíveis, aproveitando também a mais-valia de sermos representantes exclusivos da Tsunami para o Barreiro.
Mantemos assim a representação da Artsoft em software de gestão e a Tsunami em hardware." explicou Abílio Pires.
"Temos a oferta de produtos e serviços para as empresas, como relógios de ponto informatizados e biométricos, em que não é necessário recolher os dados para fazer a folha de ordenados no final do mês, porque automaticamente esses dados são tratados."
Tendo trabalhado ambos os sócios anteriormente no concelho do Seixal e de Almada, é de lá que são muitos dos clientes da Zoom. "Quando abrimos a Zoom, trouxemos connosco cerca de 90 por cento dos clientes empresariais da empresa onde trabalhávamos e que fechou, número que diminuiu um pouco agora, e no Barreiro temos cerca de 20 por cento dos nossos clientes, embora o número tenha vindo a crescer desde que viemos aqui para a Quimiparque, até porque a exposição de produtos se torna mais apelativa ao público."
"A crise acabou e ninguém nos avisou"
E sobre a situação actual do mercado, o que pensa este empresário?
"Apesar de dizerem que a crise acabou, ainda ninguém nos informou disso" ironizou Abílio Pires. "E já que a recessão económica não ajuda em nada, temos de fazer o triplo do esforço para conseguir quase o mesmo resultado que obtinhamos anteriormente,
O mercado está um tanto ou quanto complicado, e isto não quer dizer que as vendas baixaram, mas o problema está em que as pessoas fazem negócio, escrevem o que querem e assinam as condições mas depois não as cumprem. E isso acontece em mais de 50 por cento dos casos.
Temos bons clientes, que nos permitem alguns rasgos de melhorias, mas depois acontece sempre alguma coisa que nos quebra.
Ao nível doméstico, é sempre o factor preço que entra em linha de conta. E aqui temos que fazer frente às grandes superfícies, que conseguem fazer grandes preços à custa de não pagarem a fornecedores. Por isso, somos representantes da Tsunami, que não coloca os seus produtos nesses estabelecimentos, ou se o faz, são equipamentos que não são vendidos pelos revendedores.
Mas também temos de ter em conta que o dinheiro não nasce e as pessoas, mesmo que desejem um equipamento superior, não o podem comprar.
Por isso há também que mudar o mercado do interior e não do exterior. Temos de esperar, ter paciência e inventar um pouco novas manobras comerciais e de marketing, tentar ter uma mais-valia para garantir serviços acrescentados, o que aqui conseguimos porque trabalhamos a 70 por cento para empresas e se não tivermos valor acrescentado não estaríamos aqui a fazer nada.
Isto apesar de haver ainda a mentalidade que o software é só instalar e funciona por si mesmo, o que é mentira. Funciona às vezes, mas se calhar o cliente não vai tirar rentabilidade daquilo ou está a fazer tudo errado. Sabemos que não vendemos pelo mais barato, mas a nossa oferta tem a qualidade comprovada da ArtSoft."
Implementação de serviços
"Tanto eu como o meu sócio desenvolvemos mais a parte comercial, apesar de sermos técnicos de software e os nossos técnicos fazem as instalações e as formações e temos ainda um especialista a tratar do desenvolvimento dos sites para as empresas.
Aqui oferecemos ao cliente a instalação de software, e hardware, se assim o desejarem, e depois a chamada «continuação» de serviços, que acaba por ser um pouco consultadoria. Depois de apresentarmos a nossa oferta em termo de produto e soluções empresariais, para as várias áreas, e depois é preciso saber o que o cliente quer, ou pensa querer, o que temos que lhe podemos oferecer a 100 por cento.
Após a aprovação da compra do nosso serviço, é feito um calendário de instalação e de formação com um técnico nosso na empresa e o acompanhamento até chegar à primeira fase de saída da primeira factura."
"O webdesign é ainda um pouco imaturo"
"No que respeita à criação de sites, essa foi uma ideia dos nossos clientes, que nos pediram para implementar esse serviço, porque já estavam satisfeitos com os restantes serviços prestados. Como achámos que isso tinha lógica, adicionámos mais uma vertente ao nosso negócio, porque era de facto a última fase que queriamos implementar. Do meu ponto de vista, o webdesign ainda está um pouco imaturo, porque há quem faça por muito pouco e há quem faça por muito dinheiro, e a lacuna do meio fica por preencher, e esta é muito ambígua.
Da nossa parte, é mais fácil gerir a situação dos sites, porque já informatizámos a empresa e sabemos o que têm, o que movimentam, as faltas, se há ou não probabilidades de fazer compras online ou não, etc."
Os sites são vistos em Portugal ainda como um meio apenas para dar a conhecer a empresa, sem muito utilização que isso, embora essa percepção não seja a mesma que Abílio Pires tem. "Gradualmente as coisas têm vindo a mudar e as últimas empresas que passaram a ser nossas clientes, já não pretendem apenas um site para dar conhecimento da sua actividade, mas também um site para compras online, e outras actividades.
Dentro de uma semana, irá estar disponível no nosso site uma área específica para compras online através do nosso software ArtSoft e que foi desenvolvido porque uma das empresas nossas clientes pediu um sistema desses para que os seus clientes possam fazer as compras online, mas automaticamente sejam descarregadas no nosso software, sendo assim efectuada de forma automática uma relação diária do que foi vendido.
«Não há bem que sempre dure, nem mal que perdure»
E em relação ao futuro, que perspectivas sente Abílio Pires quanto ao que o mercado ainda pode trazer?
"A minha perspectiva é sempre positiva, porque por muitas dificuldades que existam, pensando de forma real e objectiva, sem optimismos exagerados, sei que vai ser complicado ainda durante algum tempo, mas julgo que isto não pode durar muito tempo, porque não há bem que sempre dure, nem mal que perdure.
Tenho no entanto a noção de que irá ainda demorar mais um pouco, não sei ainda quanto, mas irá...E é para isso que trabalhamos, sempre de forma a não estagnar e a evoluir, dando uma imagem constantemente renovada.
Estagnar é morrer. É mau internamente e é mau para o mercado, embora este aperte um pouco as nossas ideias."
Maria do Carmo Torres














