Bloco de Esquerda - Setúbal lamentaNo Seixal encerramento da ALCOA despede 480 trabalhadoras

Por Jornal Rostos
“Foi sem espanto mas com muito desagrado que ontem assistimos ao anúncio do fecho de mais uma empresa no distrito de Setúbal. Mais concretamente, no Seixal. Desta vez foi a Alcoa, empresa de cablagens que produzia para a Autoeuropa e que já de há uns tempos a esta parte se preparava para deslocalizar a sua produção para a Hungria e para a República Checa. São 480 trabalhadoras que vão ficar sem trabalho.” –refere a Coordenadora Distrital de Setúbal do Bloco de Esquerda.
A fábrica do Seixal não precisava de fechar
“O fecho, facto só por si, já sabemos ser mau, mas pior ainda se torna quando sabemos que estamos a falar de trabalhadoras com uma vida dedicada àquela empresa, com uma média de idades considerada alta para o mundo do trabalho e que provavelmente irão sofrer com o problema de desemprego de longa duração, dada a dificuldade que assistimos nos dias de hoje em arranjar novo trabalho.
A fábrica do Seixal não precisava de fechar. Não era uma inevitabilidade e só aconteceu pelo apetite incontrolável do patronato pelo maior lucro. Sabemos que a fábrica do Seixal tinha bons índices de competitividade, de produtividade e de absentismo, tudo factores que associados a uma posição logística favorável ao único cliente, a Autoeuropa, poderiam proporcionar mais que um manter dos postos de trabalho uma consolidação e expansão dos mesmos.
Mas não poderia manter esta estratégia de deslocalizar. Aliás de há largo tempo que o Sindicato da Industrias Eléctricas tinha avisado para esta estratégia suicida de depender de apenas um cliente. Pelos vistos a estratégia foi mesmo essa. A do suicídio.” – salienta a Coordenadora Distrital de Setúbal do BE.
CT salvaguardou as condições para os trabalhadores
“De realçar no entanto a postura da Comissão de Trabalhadores da Alcoa que consciente do perigo que se corria salvaguardou em tempo útil as condições para os trabalhadores em caso de despedimento colectivo não tendo agora de negociar em cima de brasas com os trabalhadores já à porta, como acontece com muitas empresas.
Nesta altura pouco mais há que fazer que demonstrar a nossa solidariedade para com as 480 trabalhadoras despedidas e pormo-nos à disposição para o que for necessário para ajudar neste momento que acreditamos ser difícil para todos.” – sublinha a finalizar a Coordenadora Distrital de Setúbal do Bloco de Esquerda.














