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Vida

“EXISTEM MEDICAMENTOS EFICAZESCAPAZES DE CONTROLAR A HIPERTENSÃO

A hipertensão é o principal factor de risco do acidente vascular cerebral (AVC), a primeira causa de morte em Portugal. Controlar esta condição torna-se obrigatório.

2 min de leitura

Por Jornal Rostos

Considerada por muitos especialistas como uma epidemia silenciosa por não dar sintomas, a hipertensão passa a ser incómoda quando os doentes iniciam um tratamento com alguns efeitos secundários. “Este é um dos principais motivos de abandono da terapêutica, por isso, temos que procurar administrar medicamentos com menos efeitos secundários”, disse Palma dos Reis, cardiologista do Hospital Pulido Valente, em Lisboa, sublinhando ainda que os doentes devem também consciencializar-se para um controlo desta condição no sentido de poderem ter uma vida longa e com qualidade.

Segundo o mesmo especialista, “todas as projecções apontam para que a doença vascular continue a aumentar em todo o Mundo e, portanto, é um flagelo que a humanidade tem de assumir como importante e tomar medidas para o combater”. No caso específico de Portugal “a taxa de mortalidade por AVC continua elevada e sendo a hipertensão o principal factor de risco, é vital utilizarmos os muito bons fármacos que temos para contrariar esta realidade”.

A Sociedade Portuguesa de Cardiologia defende diferentes medicamentos de primeira linha no tratamento da hipertensão de acordo com o perfil do doente e dos efeitos secundários. “Podemos administrar de forma isolada ou em associação desde que asseguremos que os valores tensionais estejam controlados”, explica o cardiologista.

“Os antagonistas do cálcio de terceira geração são dos mais bem tolerados, muito eficazes, por isso emergem como fármacos mais evoluídos e mais capazes de serem usados. Ainda que a eficácia seja semelhante a outros medicamentos, têm a vantagem de ser mais tolerados e por isso mais tomados”, explica Palma dos Reis.

Nos casos de hipertensão moderada ou grave, Palma dos Reis considera que “não é possível controlar os valores com apenas um fármaco. Devemos administrar quantos forem necessários, e é possível que tenha sido esse um dos erros da terapêutica no passado e que explica a tão baixa taxa de controlo”, acrescentando ainda que, ao aumentar as doses de um só fármaco os efeitos secundários são em maior número. Por isso, é mais sensato fazer associações em doses baixas.

Para além da terapêutica medicamentosa o especialista alerta para “a adopção de medidas preventivas, nomeadamente, em consciencializar os doentes para a doença e alterar os maus hábitos de vida: tabagismo, ingestão excessiva de sal, sedentarismo, entre outros”.

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