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Vida

TSD Setúbal interrogam“FLEXISEGURANÇA PARA QUEM?”

“Não é tolerável que a flexisegurança seja mais um avanço para a globalização, mas à custa do desmantelamento das relações laborais e de menos protecção social aos trabalhadores.
Os TSD encaram esse modelo sem preconceitos, no quadro em que existe no país que é invocado como exemplo, mas rejeitam a ideia de transpor para Portugal e a União Europeia soluções desproteccionistas mais próximas das relações laborais da China ou da Índia do que do modelo social matriciador da Europa” – salienta o Secretariado Distrital de Setúbal dos TSD – Trabalhadores Sociais Democratas.

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TSD Setúbal interrogam “FLEXISEGURANÇA PARA QUEM?”

Por Jornal Rostos

“A questão da flexisegurança começou a ser introduzida no discurso de alguns dirigentes políticos e a presidência alemã da União Europeia tem esse tema na sua agenda de trabalhos.
Afirma-se a necessidade de debater e definir regras para introduzir essa mudança nas relações laborais, porque daí advirão vantagens competitivas para as empresas e maior segurança para os desempregados.” – sublinha o Secretariado Distrital dos TSD.

Serviços públicos nacionais de emprego têm índice de colocação de 3%

“A experiência europeia que mais se conhece sobre essa matéria é a dinamarquesa, onde: o desemprego é muito baixo, os serviços públicos de emprego enquadram e colocam mais de 80% dos desempregados, os serviços de formação profissional preparam com grande exigência os desempregados para as reais necessidades do mercado de emprego e, sobretudo, os mecanismos de protecção social ao desempregado são muito mais favoráveis do que o salário médio português.
Esta realidade dinamarquesa é o contrário do que se passa em Portugal.
Os serviços públicos nacionais de emprego têm um índice de colocação directa de desempregados que ronda os 3%, a formação profissional faz-se a pacote e não há uma política para orientar as pessoas para as profissões e sectores com potencialidades de emprego, para além dos apoios ao desemprego terem sido reduzidos a partir deste mês.” – faz notar o Secretariado Distrital de Setúbal dos TSD, em nota enviada para a nossa redacção.

Mais um avanço à custa do desmantelamento das relações laborais

Segundo o Secretariado Distrital dos TSD, - “esta realidade aconselha que o tema da flexisegurança seja tratado com muito equilíbrio, porque podendo advir daí vantagens para melhorar a competitividade da economia, é elementar que a dimensão social também tem de acompanhar essas alterações.
Não é tolerável que a flexisegurança seja mais um avanço para a globalização, mas à custa do desmantelamento das relações laborais e de menos protecção social aos trabalhadores.”

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