No Barreiro - Urbanização Casas de Santo AntónioECO-Bairro um projecto urbanístico onde a qualidade de vida é o vector principal
. “Precisamos que apostem no Concelho do Barreiro”
. Exemplo de arquitectura sustentável – aposta nas energias renováveis
Foi apresentado o ECO-Bairro, um projecto urbanístico desenvolvido pelos arquitectos Miguel Amado e Rosário Ribeiro, a ser implementado na freguesia de Santo António da Charneca, junto à Mata da Machada. Trata-se do primeiro empreendimento da GoGui Construções, Lda no Concelho do Barreiro, onde segundo os responsáveis da empresa: a “qualidade de vida foi o vector principal” do projecto.

Por Jornal Rostos
O presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto, não quis deixar de endereçar palavras de apoio ao projecto de empreendimento urbanístico apresentado pela GoGui Construções, Lda. para a zona de Santo António da Charneca: “Apoiamos com carinho projectos de investidores que criam emprego e atractividade”, referiu. Alegando que o Barreiro precisa de mais pessoas e que o novo empreendimento poderá ser benéfico nesse sentido, justificou: “nos últimos 20 anos o Barreiro perdeu perto de 17.000 habitantes, precisamos de alterar essa tendência”.
Nesse sentido, deixou ainda um repto: “Precisamos que apostem no Concelho do Barreiro”. Numa altura em que considera que apesar de os momentos “não serem os melhores”, se atravessa uma fase de viragem e porque, na sua opinião, a “esperança também se constrói”, o autarca barreirense encara o projecto como um contributo para a melhoria da visão do Concelho do Barreiro: “Que seja mais desenvolvido”.
ECO-Bairro, um projecto urbanístico
Ontem, foi apresentado o ECO-Bairro, um projecto urbanístico desenvolvido pelos arquitectos Miguel Amado e Rosário Ribeiro, a ser implementado na freguesia de Santo António da Charneca, junto à Mata da Machada. Trata-se do primeiro empreendimento da GoGui Construções, Lda no Concelho do Barreiro, onde segundo os responsáveis da empresa: a “qualidade de vida foi o vector principal” do projecto.
Exemplo de arquitectura sustentável – aposta nas energias renováveis
Os arquitectos Miguel Amado e Rosário Ribeiro prosseguiram com uma breve apresentação da “Urbanização Casas de Santo António”. O empreendimento engloba 253 fogos de habitação, compreendendo 23 moradias unifamiliares, 9 moradias em banda e 221 fogos de edifícios plurifamiliares. “São 253 moradores que virão morar neste Bairro”, refere o arquitecto Miguel Amado. Comércio e serviço também estão contemplados no empreendimento e vão estar integrados num local onde a preocupação ambiental é dominante.
O sol fonte principal de energia
A arquitectura utiliza o sol, enquanto fonte principal de energia, para condicionamento térmico e luminoso dos espaços, sendo que todos os edifícios estão expostos à luz solar directa, como explica a arquitecta Rosário Ribeiro, e que essa característica se estende por todo os períodos do dia e em todos os meses do ano, quer seja no período do Verão, quer no Inverno. A aposta nos envidraçados é por isso uma marca distintiva dos edifícios. A racionalização do consumo de água é outra das potencialidades das habitações, assegurada por sistemas de controlo de fluxo de pressão e atomizadores de canal. A poupança do aquecimento da água é, por sua vez, possibilitada por um sistema de águas quentes solares.
A própria orientação dos edifícios, “a quadrante norte/sul”, como explica Miguel Amado, permite: “que os ventos renovem o ar sem a necessidade de equipamentos mecânicos”.
A continuidade da Mata da Machada
Miguel Amado referiu que o ECO-Bairro foi pensado de forma a ser o “impulsionador” da área em que se integra, mas de modo a “assegurar o equilíbrio entre os diferentes sectores sociais”. Tendo em conta que a população da área é predominantemente rural, o arquitecto refere que se tentou fazer uma “ponderação justa entre as vertentes económicas, sociais e ambientais”. A respeito das preocupações ambientais, o empreendimento, como refere Miguel Amado, tem 70 por cento do terreno natural, ou seja, utiliza o espaço “tal como estava”. Essa ligação com os espaços naturalizados é articulada com a Mata da Machada. O projecto “ambiciona ser a porta de entrada da Mata da Machada”, salienta o arquitecto. Um prolongamento da imensa vegetação local, apelidada como o “pulmão do Barreiro”. Miguel Amado adiantou ainda que, neste âmbito, já foram plantadas 300 árvores, sendo esperada a plantação de mais 150.
Andreia Lopes Gonçalves














