Pedro Marques no BarreiroSem emprego a coesão social é impossível de alcançar
Se não houver crescimento económico, se não houver emprego a coesão social, é quase impossível de alcançar.” – salientou o Secretário de Estado da Segurança Social, no decorrer do Jantar- Debate, promovido pelo Clube de Empresários do Barreiro.

Por Jornal Rostos
Pedro Marques, Secretário de Estado da Segurança Social, foi o convidado do Jantar-Debate promovido pelo Clube de Empresários do Barreiro.
Na abertura da sua intervenção sublinhou a importância de um Clube de Empresários que sublinhou ser um “projecto com muito interesse e muita singularidade”, agradecendo o convite formulado por Pedro Estadão, Presidente da Direcção do Clube de Empresários do Barreiro.
Três dimensões fundamentais no futuro
Pedro Marques, abordou o tema : “A responsabilidade social das empresas”, começando por sublinhar que “numa panorâmica mais geral” considerou que “o estado do nosso país e aquilo que estamos a fazer hoje como país”, poderá ser analisado em “três dimensões fundamentais” : as mudanças da responsabilidade do Estado, “por a sua casa em ordem, com todo o esforço para racionalizar a função pública e equilibrar as contas públicas”; o “papel da comunidade empresarial” numa perspectiva da responsabilidade social das empresas e referindo ser essencial “transformar os índices de produtividade do país”; a importância da “qualificação e coesão social”.
Alterar os padrões competitivos
Na sua opinião os primeiros anos do século XXI perspectivam “uma afirmação dos fluxos de comércio ao nível internacional e das potências económicas” de forma brutal.
Neste contexto sublinhou a importância de serem “alterados os padrões competitivos”, com a escolha de novos sectores, com a simplificação de regras.
A qualificação e a coesão social
Pedro Marques, referiu que no contexto da abordagem das três dimensões, ser essencial reflectir sobre a “qualificação e a coesão social”.
“Esta é uma das mudanças de paradigma que temos que produzir e penso que estamos a produzir, que é a qualificação dos portugueses, sejam eles trabalhadores, sejam eles empreendedores.” – sublinhou.
Na sua opinião, a “coesão social” é uma responsabilidade das empresas – “è uma responsabilidade cada vez mais das empresas ao lado seguramente do Estado”.
“Hoje, nós assistimos no país, felizmente, a uma disponibilidade muito maior dos nossos empresários para participarem no esforço nacional de aumento das qualificações das pessoas” – salientou Pedro Marques.
“Os nossos empresários perceberam que uma mão de obra mais qualificada, vai significar maiores índices de competitividade e maior capacidade de adaptação aos desafios que se colocam na inserção nos mercados” – referiu.
Elevar a educação dos portugueses
Recordou que de todos os países da União Europeia, Portugal é o “país que tem o maior acréscimo de taxa de produtividade, o maior ganho para nós como comunidade, por mais um ano de educação em média para todos os portugueses. Se elevarmos um ano a educação de todos os portugueses, somos o país que mais vai ganhar em termos de crescimento económico”.
“Provavelmente somos os que estamos mais atrasados, por isso, é natural que a capacidade de ganho seja muito maior” – sublinhou.
Pedro Marques considerou que estes são desafios estratégicos, cabe ao Estado, às empresas e às organizações da sociedade civil encontrar as respostas as estes problemas.
Sem emprego a coesão social é impossível
“Se não houver emprego não vamos conseguir resolver nada na Segurança Social.
Se não houver crescimento económico, se não houver emprego a coesão social, é quase impossível de alcançar.” – salientou o Secretário de Estado da Segurança Social, acrescentando ser fundamental o “papel das empresas na criação de valor, na criação de emprego, é absolutamente critico para qualquer política social e para qualquer Estado que queira ser um Estado Social”.
Neste contexto sublinhou a importância da empresa respeitar os direitos sociais dos trabalhadores, no respeito pelas condições laborais do trabalhador, na estabilidade dos postos de trabalho – “isto é responsabilidade social das empresas”
Envolvimento das empresas nas comunidades
Na sua intervenção recordou um estudo europeu, sobre as motivações dos trabalhadores para na empresa desempenharem positivamente as funções na sua empresa.
O primeiro factor de motivação reconhecido pelos trabalhadores é “a estabilidade no posto de trabalho”, o segundo factor “capacidade de conciliar bem a sua vida profissional com a sua vida familiar e pessoal”, em terceiro lugar, “as condições remuneratórias”.
Esta perspectiva, com base neste estudo, sublinhou, aponta para a “responsabilidade social das empresas”, e a importância do “envolvimento das empresas nas suas comunidades locais, em projectos de desenvolvimento comunitário” e também responsabilidades do ponto de vista ambiental.
O marketing social é hoje um factor de inserção
Pedro Marques, salientou o valor do retorno para as empresas por assumirem uma gestão que aponte na sua “gestão estratégica a responsabilidade social”, porque se afirma de forma positiva junto aos consumidores.
“O marketing social é hoje um factor de inserção, nos mercados das empresas” – salientou.
“O trabalho digno também vai entrar nos factores de concorrência nos mercados ao nível mundial, associando as marcas à defesa dos direitos humanos e aos direitos dos trabalhadores” – referiu Pedro Marques.
Responsabilidade social é missão das empresas
“Apostar na responsabilidade social é uma aposta, é uma missão das empresas. O Estado tem alguma coisa a fazer e vai fazendo alguma coisa, quando, por exemplo, dá incentivo fiscais ao mecenato” – sublinhou Pedro Marques.
Após a intervenção do Secretário de Estado da Segurança Social, seguiu-se um período de debate.














