PCP BarreiroPreocupado com situação na Amoníaco de Portugal
Os deputados do PCP perguntaram na Assembleia da República ao Ministério da Economia e ao Ministério do Trabalho, “que medidas pretende o Governo tomar para salvaguardar os postos de trabalho dos trabalhadores da Amoníaco de Portugal, bem como da produção industrial nacional?”.” – sublinha a Célula do PCP.

Por Jornal Rostos
“É com sérias preocupações, mas com a determinação de quem está empenhado em tudo fazer para inverter esta situação, que a Célula do PCP na AP, tem vindo a analisar e a acompanhar a actual situação na empresa.
No passado dia 29 de Janeiro os trabalhadores da AP foram informados pela administração da fábrica do início de intervenções de reparação e da realização de um estudo de viabilidade económica, deixando sem resposta as preocupações, dúvidas e anseios de todos os que aqui trabalham sobre o seu futuro, deixando essas respostas dependentes da flutuação dos preços das matérias-primas e do preço do amoníaco, não assumindo desde já a sua responsabilidade em relação a qualquer acção futura.” – sublinha um comunicado da Célula do PCP dos Trabalhadores da Amoníaco de Portugal.
Fábrica da qual dependem quase 300 trabalhadores e suas famílias
“É inadmissível a situação de incerteza numa fábrica da qual dependem quase 300 trabalhadores e suas famílias, que é a 55ª das 100 empresas mais exportadoras em Portugal e que é por si só fundamental para o País na sua produção industrial química pesada, que sofre com a grande dependência de matérias-primas, do controlo de produção e comercialização do petróleo, das consequências nefastas da PAC (Política Agrícola Comum), e das políticas erradas de sucessivos governos PS, PSD e CDP-PP.” – acrescenta o comunicado dos trabalhadores comunistas.
Salvaguardar os postos de trabalho dos trabalhadores da Amoníaco
“Foi com esta preocupação, que os deputados do PCP na Assembleia da República, que após a reunião com a Comissão de Trabalhadores da AP, perguntaram no passado dia 23 de Dezembro de 2007, ao Ministério da Economia e ao Ministério do Trabalho, “que medidas pretende o Governo tomar para salvaguardar os postos de trabalho dos trabalhadores da Amoníaco de Portugal, bem como da produção industrial nacional?”.” – sublinha a Célula do PCP.
Questões externas fortemente determinadas a nível internacional
“Pergunta à qual teve resposta um mês depois, e apenas pelo Ministério do Trabalho, que se defendeu nas “questões externas, fortemente determinadas a nível internacional” e de que “o futuro das Empresas Industriais em Portugal, dependerá fortemente da capacidade dos empresários portugueses em criarem uma nova estratégia empresarial”, sacudindo a água do capote, e cujas soluções no caso de encerramento da fábrica ficam-se por “reinserir no mercado de trabalho” e no famoso “Programa Novas Oportunidades, procurando a elevação dos níveis de qualificação dos mesmos”. O que não dizem é que o Ministério da Economia, demonstrando claramente o seu desinteresse, se recusou a reunir com a Comissão de Trabalhadores da AP, e que só após uma visita “surpresa” no dia 12 de Fevereiro, foi forçado
a reunir.” – refere o comunicado da célula da empresa Amoníaco de Portugal.
Com a união e a luta de todos os trabalhadores é possível a continuação da laboração da fábrica
“São por isso naturais as preocupações expressas pela Célula do PCP dos Trabalhadores da AP, quando alerta para a instabilidade desta situação, defendendo claramente que só com a união e a luta de todos os trabalhadores, é possível a continuação da laboração da fábrica e a manutenção de todos os postos de trabalho e de direitos conquistados pelos trabalhadores.” – salienta a finalizar a Célula do PCP dos Trabalhadores da Amoníaco de Portugal.














