SIVIPA - PalmelaAfirmar a Região de Palmela por todo o mundo
. Em Paris obteve três medalhas uma de Ouro e duas de Prata
“O facto de Palmela ser a «Cidade do Vinho 2009» é muito bom para as empresas, porque a região vai ser falada a nível nacional, os holofotes vão estar focados na região e vão realizar-se uma série de eventos que vão atrair o público e os consumidores.” – sublinha Filipe Cardoso.

Por Jornal Rostos
A SIVIPA – Sociedade Vinícola de Palmela, SA, foi fundada em 1964, por um conjunto de vitivinicultores que tinham as suas propriedades e as suas Adegas que produziam o seu próprio vinho.
Naquela época iniciou-se o processo de engarrafamento de vinho, essa realidade comercial do vinho, levou os vinicultores a criarem um entreposto de engarrafamento das suas produções de vinho.
Os vinicultores uniram-se todos, numa sociedade por quotas. Os sócios colocavam os seus vinhos na Adega, sendo da responsabilidade da Adega elaborar os lotes de vinho, proceder ao engarrafamento, e, dinamizar no mercado, a comercialização do vinho.
O vinho de marca «SIVIPA», um vinho de mesa branco, tinto e aguardente, ou, a marca «FORTALEZA», são referências desta empresa de Palmela.
Recorda, Filipe Cardoso, Enólogo, Administrador da SIVIPA que, naquele tempo foram, igualmente colocados no mercado, “vinhos de uma marca superior, marca «BOTA ALTA» e a marca VALEDERA», estes eram os vinhos que existiam” – sublinha, quando do arranque, nos anos 60 da empresa SIVIPA.
Vinho das vinhas aqui da região
Nos anos 80, a SIVIPA passou de uma sociedade por quotas, para uma «Sociedade Anónima», com a entrada de capital que levou a, que, quatro pessoas se tornassem os administradores da empresa.
“O meu pai e o meu tio-avô eram dois dos donos da SIVIPA. Sabe, a nossa família, a «Família Cardoso de Palmela» possui muitas vinhas e duas Adegas aqui no concelho. Temos, actualmente cerca de 400 hectares de vinha e produzimos anualmente perto de um milhão e meio de litros de vinho.” – refere, Filipe Cardoso, sentindo-se um olhar emocionado quando recorda as memórias da empresa.
“A nossa família entrou para esta empresa com o objectivo de nós começarmos a engarrafar os vinhos que produzíamos, nas nossas Adegas, porque éramos grandes produtores mas vendíamos tudo a granel, à SIVIPA e José Maria da Fonseca, eram e são os nossos principais clientes. Porque nós produzimos muito vinho e a SIVIPA consome cerca de 25% da nossa produção anual” – salienta Filipe Cardoso.
“Todo o vinho que a SIVIPA comercializa, actualmente, é vinho produzido na região e vinho das vinhas aqui da região, isto é importante dizer, porque todos os vinhos de mesa que nós produzimos, são produzidos com vinho daqui do concelho de Palmela, os quais não são DOC, porque foram desclassificados.” – salienta.
Certificação vai permitir dar ainda mais garantias
A partir dos anos 90 a SIVIPA começou a produzir a grande maioria dos seus vinhos regionais DOC e Moscatel de Setúbal, da tendência de produção do vinho de mesa mais barato, a empresa mudou o seu mercado para a produção de vinhos de qualidade.
Com o objectivo de prosseguir o melhoramento da produção e valorizar a qualidade do produto a SIVIPA está, neste momento, a implementar um processo de remodelação de instalações e de Certificação da ISO 22000.
“Estamos em grandes obras na nossa empresa. E a Certificação vai permitir dar ainda mais garantias aos nossos clientes, e, também, a quem trabalha connosco, dado que ISSO 22000 incide muito nas garantias ao nível da Segurança Alimentar.
Produzir vinhos de mais alta qualidade
“Portanto, nós queremos garantir maior segurança e cada vez mais, melhor qualidade” – referiu, com satisfação Filipe Cardoso, salientando que “este ano estamos a pensar lançar duas monocastas” que foram adquiridas “barricas de carvalho Francês para produzir vinhos de mais alta qualidade, produtos de gama alta”.
“Vamos lançar o «ARAGONÊS», vinho de uma só casta e o «MOSCATEL DE SETÚBAL SUPERIOR de 2002», para além de estarmos a pensar, no lançamento do «Cabernet Sauvignon».
Moscatel de Setúbal com 12 copos de chocolate
“O ano passado lançámos uma conjugação feita entre Moscatel de Setúbal e o Chocolate, colocando no mercado um pack, de uma garrafa de Moscatel de Setúbal, com 12 copos de chocolate. Foi um produto que teve uma grande aceitação no mercado. Foi um produto lançado no Natal.
Este ano, estamos a pensar fazer uma coisa do mesmo género mas com MOSCATEL ROXO, que será um patamar superior.” – sublinha com entusiasmo.
Em Paris obtivemos três medalhas
A SIVIPA mantém 14 postos de trabalho, comercializa um milhão de euros anuais.
As principias marcas de referência da SIVIPA s
São MOSCATEL ROXO, MOSCATEL DE SETÚBAL, tem também o PALMELA DOC, um vinho que foi agora galardoado, em Paris, com uma Medalha de Prata.
“Em Paris obtivemos três medalhas, uma de Ouro e duas de Prata. Foi a de Ouro com o MOSCATEL ROXO 2006, e foram as duas de Prata com o vinho PALMELA DOC ( Personalizado) e foi o MOSCATEL DE SETÚBAL” – sublinha, com orgulho e um grande sorriso de satisfação, Filipe Cardoso, que sendo Administrador da SIVIPA, é Énologo, de forma apaixonada e por opção de vida.
Culminar de um ano de trabalho
“Nós trabalhamos durante um ano inteiro para tentarmos oferecer o melhor aos nossos consumidores os melhores produtos. Quando chegamos a um Concurso Internacional com a dimensão deste, de Paris, que é um dos principais concurso Internacionais, e, arrancamos de lá três medalhas, sentimo-nos muito lisonjeados e muito satisfeitos.
Porque, isto é o culminar de um ano de trabalho, e, uma maneira de nós nos apresentarmos ao consumidor e, desta forma, ele, vai ter a certeza que vai comprar um produto de qualidade.
Os nossos produtos foram provados por profissionais que andam nas provas de vinhos há muitos anos, com experiência e sabem o que é um bom e um mau vinho
Estas medalhas são portanto, o culminar de um ano de trabalho, sentindo que os nossos produtos são reconhecidos internacionalmente. – sublinha o Administrador da SIVIPA.
Afirmar a Região de Palmela por todo o mundo
“É bom para nós, é bom para nos fazer crescer, e este prémio corre o mundo e contribui para afirmar a Região de Palmela, por todo o mundo.
Recebermos prémios como este é bom, não só para divulgar a nossa empresa, como a região e Portugal, com uma imagem positiva pelo mundo inteiro, porque este Premio correu o mundo.” – acrescenta Filipe Cardoso.
Produtos de qualidade com preços muito bons
“ A nossa região, em Portugal, é conhecida, porque nós apresentamos produtos de qualidade, com preços muito bons.
A nossa região é conhecida pela boa qualidade, produtos excepcionais, com preços excepcionais. No Alentejo ou no Douro, há produtos de qualidade, mas são muito caros.
Aqui, na nossa região encontramos produtos que batem outros, ao nível mundial, que podem ser adquiridos com um preço bastante acessível, sendo adquirido por um público médio-alto que gosta de consumir um bom vinho.” – refere o nosso entrevistado .
Palmela «Cidade do Vinho 2009»
A propósito de Palmela ser a «Cidade do Vinho 2009», Filipe Cardoso salienta que – “é muito bom para as empresas, porque a região vai ser falada a nível nacional, os holofotes vão estar focados na região e vão realizar-se uma série de eventos que vão atrair o público e os consumidores.
Durante este ano os nossos produtos vão estar à prova e poderão comprovar que temos qualidade.
Este ano, vamos lançar três marcas o «Aragonês», o «Moscatel Superior» e o «Cabernet Sauvignon».”
De 2007 para 2008 aumentámos em 100 mil unidades
No final de entrevista falámos de crise, Filipe Cardoso, sublinhou que – “Quando a gente fala na crise, de facto, ninguém está fora da crise. Porque se não estivéssemos na crise, nós tínhamos saltado um degrau, maior que aquele que saltámos.
Nós de 2007 para 2008 aumentámos em 100 mil unidades, o número de garrafas que vendemos.
Se não estivéssemos em crise, em recessão, acredito, que esse aumento tina sido maior.
Nós estamos a passar bem a crise. Temos resultados positivos, Sabe, se nós produzirmos com qualidade, não há crise que nos afecte.” – sublinha a finalizar Filipe Cardoso, um homem que optou por dedicar a sua vida ao mundo do vinicultura e que, este ano, em Paris, teve o orgulho de sentir reconhecido o seu trabalho e da sua empresa, projectando Palmela e Portugal no mundo.
António Sousa Pereira
BREVE REGISTO














