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Vida

Comerciantes de AlmadaContestam nas montras requalificação do centro da cidade

Mais de mil comerciantes da zona central de Almada, com o apoio da delegação local da Associação Comecial do Distrito de Setúbal, lançam a partir de amanhã uma campanha nas montras dos seus estabelecimentos contra o fecho ao trânsito da principal artéria da cidade, ocorrido depois do final das obras do Metro de superfície em finais de 2008.

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Comerciantes de Almada Contestam nas montras requalificação do centro da cidade

Por Jornal Rostos

Com vendas em queda, que atingem em média 70 por cento, e com alguns casos de vendas zero, os comerciantes do eixo central de Almada constestam a obra do Metro de Superfície Almada associado à requalificação urbana da zona, nomeadamente do Eixo Canal, que instituiu uma zona pedonal cujo Plano de Comunicação apenas foi colocado em prática no Natal do ano passado.

Desde Janeiro de 2009, afirmam, existe forte resistência no acesso à zona pedonal, estando a circulação automóvel interdita aos particulares, a par com uma fiscalização do estacionamento muito apertada na zona envolvente e o facto dos lugares de estacionamento em redor serem limitados aos residentes.

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“O trânsito circula por zonas limitadas o que tem desertificado o centro” defendem, afirmando que, como resultado, a zona nobre de Almada tem vindo a definhar, a perder qualidade e a desertificar-se.

Para os comerciantes a solução passa sempre pela abertura do eixo central da cidade à mobilidade geral e pela retoma do Plano de Comunicação previsto no final da obra do Metro e apenas posto em prática o Natal passado,

Recorde-se que o Metro de superfície ficou pronto em Novembro de 2008, tendo sido accionado o programa “Almada Centro Shopping e Lazer”, com a participação da Ydreams e de Henrique Cayatte, que orçou em mais de 300 mil euros. “Desde Janeiro, o plano foi suspenso até hoje e, como consequência, sem comunicação e sem acessos facilitados, a população foge e desertifica a zona”, refere a Associação de Comércio (ACA).

Ao mesmo tempo, aponta a referida entidade, “a degradação das lojas ainda abertas é notória doando uma imagem de baixa qualidade à artéria, a par com os serviços da área que também se ressentem, como os bancos e estabelecimentos de saúde dia-a-dia com cada vez menos afluência”

A iniciativa de constestção surgiu na quinta-feira passada, após a Assembleia Municipal na qual a presidente da autarquia garantiu aos lojistas que não vai mudar nada em relação às medidas tomas pelo município quanto ao eixo canal.

Os comerciantes, por seu turno, relembram que a causa base para o que se passa actualmente em Almada advém do Metro, que já provocou 17 acidentes com vitimas em apenas nove meses e cuja previsibilidade de 80 mil passageiros/dia se fica hoje em dia pelos 20 mil

“O Metro tem prioridade sobre tudo e todos, sendo o seu trilho alvo de fortes criticas de segurança e em permanente conflito com o tráfego pedonal e automóvel”, diz a ACA que remata: “ A obra trouxe consigo a requalificação da zona e a consequente desertificação da cidade. E a pergunta no ar é: “A obra serve para quê?”.

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