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Distrito de SetúbalOcupa terceiro lugar no país no maior número de farmacêuticos por farmácia
. Farmácias geram mais emprego qualificado

• Distritos de Braga, Coimbra, Porto e Viana do Castelo têm os farmacêuticos mais jovens do país

O distrito de Coimbra é o que detém o maior número de farmacêuticos por farmácia (2,79), seguido do Porto (2,78), de Setúbal (2,74) e de Lisboa (2,73), sendo a média nacional de 2,41. Em nove distritos do país já existe um rácio superior a dois farmacêuticos por cada farmácia.

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Distrito de Setúbal Ocupa terceiro lugar no país no maior número de farmacêuticos por farmácia . Farmácias geram mais emprego qualificado

Por Jornal Rostos

• Rácio Farmacêuticos/Farmácias por distrito evidencia o equilíbrio entre o interior e litoral do país;

O sector das Farmácias empregou mais profissionais, cada vez melhor qualificados, reforçando a capacidade de admitir mais farmacêuticos, revelam os dados oficiais do Plano Nacional de Saúde (PNS) relativos a 2007.
De resto, a profissão Farmacêutica foi a única, na área da saúde, a atingir e ultrapassar os objectivos definidos no PNS.
Os indicadores dão ainda conta de que a meta de 83,3 farmacêuticos por cada 100 mil habitantes, traçada no PNS para 2010, foi já ultrapassada, em 2004. No entanto, desde então, o número de novos profissionais empregados não tem parado de crescer, tendo passado de 8788 em 2004, para 9795 em 2007, dos quais 6943 se encontram nas farmácias de oficina, constituindo a maioria.
De acordo os dados da Ordem dos Farmacêuticos, na última década as farmácias contrataram 2995 farmacêuticos, o que demonstra um forte investimento do sector em recursos humanos qualificados.
No final de 2007 Portugal tinha já uma média de 96,7 farmacêuticos por 100 mil habitantes, um pouco abaixo da Bélgica e de Franca, países com o melhor valor da União Europeia, uma média de 120 farmacêuticos. Este máximo europeu é ultrapassado na área de Lisboa e Vale do Tejo, onde há 126 farmacêuticos.
Em Portugal, a profissão farmacêutica é cada vez mais feminina. Do total de 9.795 profissionais apurados, 7.748 eram mulheres. O número de farmacêuticos por 100 mil habitantes aumentou em todas as regiões do país, em ambos os sexos, apesar de o crescimento relativo ter sido maior nos homens.

Farmácias cumprem promessa

A 2 de Abril de 2005 a Assembleia-Geral de Delegados da Associação Nacional das Farmácias (ANF) assumiu, no âmbito de uma lista de 60 compromissos a cumprir pelas farmácias, o objectivo de empregar 250 novos farmacêuticos por ano no sector até 2009. Nestes quatro anos esta meta foi largamente ultrapassada, com a admissão média anual de 364 novos farmacêuticos nas farmácias.

Profissão farmacêutica rejuvenescida

A análise do Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CEFAR) aos dados da Ordem dos Farmacêuticos revela que a profissão tem vindo a ser reforçada em número e nas qualificações dos recursos humanos.
O rejuvenescimento do sector é um dos factores evidenciados nesta análise, que revela que a idade média dos farmacêuticos empregados nas farmácias baixou de 44,19 anos para 40,78, desde 1999. O indicador comprova a entrada de um elevado número de jovens para a profissão. Caso tivesse havido estagnação, no espaço de 9 anos, a média de idades teria passado de 44,19 para 53,19.
A média de idades baixou em todos os distritos de Portugal Continental, sendo a de Braga a mais baixa, com 39,61 anos e a de Évora a mais alta, com 47,98 anos.
O distrito de Coimbra é o que detém o maior número de farmacêuticos por farmácia (2,79), seguido do Porto (2,78), de Setúbal (2,74) e de Lisboa (2,73), sendo a média nacional de 2,41. Em nove distritos do país já existe um rácio superior a dois farmacêuticos por cada farmácia.
Os maiores crescimentos relativos no número de farmacêuticos, entre 1999 e 2008, incluem algumas das zonas do país com menor densidade populacional, como os distritos de Bragança e Portalegre.

As maiores subidas foram as de Bragança e de Viana do Castelo (90 por cento cada), Coimbra (89,91 por cento), Portalegre (83,02 por cento), Porto (82,30 por cento) e Évora (76 por cento). A evolução média nacional neste período foi de 69,57 por cento.
Esta evolução revela que as farmácias têm contribuído continuamente para o equilíbrio e para a equidade na distribuição dos recursos farmacêuticos, adequando-os às necessidades das populações servidas. Com este esforço, o sector das farmácias em Portugal apresenta alguns dos melhores indicadores da União Europeia, sendo o sector da Saúde, em Portugal, em que tem sido mais evidente o rejuvenescimento dos recursos humanos, associado à respectiva qualificação profissional e técnica.

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