CÂMARA DE ALMADA VETA MANIFESTAÇÃOCOMERCIANTES FALAM DE “GUERRA ABERTA”

Por Jornal Rostos
A Associação do Comércio e Serviços do Distrito de Setúbal (ACSDS) solicitou a 18 de Agosto a realização de uma manifestação pública naquela data junto do Governo Civil, iniciativa integrada numa série de actos públicos de sensibilização da autarquia para a necessidade de abrir ao tráfego automóvell o eixo central de Almada.
O Governo Civil de Setúbal informou a Câmara Muncipal de Almada da intenção, tendo a autarquia indeferido ontem o pedido, “porque a data e a hora previstas para a realização do desfile não são compatíveis com a legislação em vigor nesta matéria”.
Para os comerciantes, a Câmara de Almada, “além de se furtar ao diálogo, impede de todos os modos qualquer manifestação contra num claro abuso de poder e de falta de convivência democrática”.
“Julgamos que entramos na fase de Guerra Aberta, depois de nos terem retirado o nosso outdoor em tempo recorde e impedirem-nos de desfilar e de dar voz aos nossos protestos”, referem.
A ACSDS entregou ontem mesmo junto do Governo Civil novo pedido com data alternativa para 17 de Setembro.
Recorde-se que os mais de mil comerciantes da zona central de Almada contestam o fecho do eixo central da cidade ao trânsito, que no seu entender “tornou Almada num deserto”.
Depois das campanhas nas montras, de se vestirem de palhaços e de tentar sem sucesso colocar um outdoor na rotunda Centro Sul – retirado em menos de 12 horas para edilidade local, os lojistas querem manifestar-se publicamente e chamar a atenção da opinião pública para os prejuízos decorrentes da falta de pessoas na zona nobre de Almada.
Com vendas em queda, que atingem em média 70 por cento, e com alguns casos de vendas zero, os comerciantes do eixo central de Almada constestam a obra do Metro de Superfície Almada associado à requalificação urbana da zona, nomeadamente do Eixo Canal, que instituiu uma zona pedonal e cujo Plano de Comunicação apenas foi colocado em prática no Natal do ano passado.
Desde Janeiro de 2009, afirmam, existe forte resistência no acesso à zona pedonal, estando a circulação automóvel interdita aos particulares, a par com uma fiscalização do estacionamento muito apertada na zona envolvente e o facto dos lugares de estacionamento em redor serem limitados aos residentes.
Ao mesmo tempo, aponta a ACDSD, “a degradação das lojas ainda abertas é notória doando uma imagem de baixa qualidade à artéria, a par com os serviços da área que também se ressentem, como os bancos e estabelecimentos de saúde dia-a-dia com cada vez menos afluência”
Face à continuada indisponibilidade da autarquia para dar uma resposta, a ACDSD solcitou de novo o pedido formal para realizar a manifestação.














