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Vida

200 Lojas já fecharam no eixo central de AlmadaComerciantes excluem-se do ALMADAFASHION

Os comerciantes de Almada associados da ACSDS/ Delegação de Almada decidiram por unanimidade não aderir ao evento Almada Fashion ao abrigo do MODCOM, e que se realiza este sábado, como forma de protesto relativamente à situação de "imobilidade" da cidade de Almada, referem – “imposta pelo executivo camarário e que desertificou a cidade e consequentemente bloqueou a economia local.”

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Por Jornal Rostos

Ainda assim, segundo os lojistas, a Câmara Municipal de Almada entendeu realizar o evento à revelia da maioria dos comerciantes, deslocando-o para o Feijó, mas mantendo o nome Almada Fashion, com a participação apenas de empresas fora de Almada.

Numa altura em que o executivo camarário acusa os partidos da oposição de aproveitamento politico do recente movimento de contestação dos comerciantes, estes consideram que “é óbvio que a realização do Almada Fashion, nas vésperas do acto eleitoral para eleger o próximo Governo da Nação, não é mais do que uma forma do município instrumentalizar as acções dos comerciantes, já que a Presidente faz questão de subir ao palanque do evento e, em jeito de propaganda eleitoralista, discursar para a assistência”.

Os comerciantes de Almada apontam, também o dedo à autarquia que insistiu na realização do Almada Fashion, apesar de ter sido retirado do pacote MODCOM por vontade dos associados da delegação de Almada da ACSDS.

Oito (em 11) das delegações daquela associação concorreram e ganharam o MODCOM, mas, acrescentam, a Câmara de Almada “é a única do distrito que não assinou o referido protocolo”.
Por último, denunciam ainda a ambiguidade do município ao querer fazer do centro da cidade um Rossio, lembrando que “o Rossio tem tráfego automóvel, algo que falta a Almada…”.

200 lojas encerradas

Os mais de mil comerciantes da zona central de Almada contestam o fecho do eixo central da cidade ao trânsito, que no seu entender “tornou Almada num deserto”.
Salientam, que “numa contagem realizada ontem à noite, foram contabilizados 199 estabelecimentos encerrados na zona central da cidade, além de inúmeras lojas degradadas.”
Depois das campanhas nas montras, de se vestirem de palhaços, os lojistas manifestaram-se publicamente na semana passada, tendo tido o apoio dos candidatos autárquicos da oposição.

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