Empresas dos concelhos de Vendas Novas, Alcochete e BarreiroSão motivo de «preocupações sindicais sem resposta» do Ministro
Do ministro da Economia ainda não chegou qualquer reacção acerca de preocupações manifestadas pelo Sindicato dos Metalúrgicos do Sul, relativamente a empresas dos concelhos de Vendas Novas, Alcochete e Barreiro, e ainda quanto ao despedimento na Gestnave e Erecta.
No dia de Natal, uma delegação do Sindicato vai apresentar-se à porta do primeiro-ministro.

Por Jornal Rostos
A 23 de Novembro, o STIMM Sul solicitou ao ministro Vieira da Silva a marcação urgente de uma reunião. No ofício, o sindicato alertava para a grave situação em várias empresas, com centenas de trabalhadores.
No Concelho de Vendas Novas, a VN Automóveis, com 120 trabalhadores, teve 12 meses de aplicação do PASA (Plano de Apoio ao Sector Automóvel), mas continua com dificuldades.
A Edscha – Sistemas para Automóveis, com 170 trabalhadores, está com futuro incerto face à declaração de insolvência da casa-mãe.
Na Karmann Ghia de Portugal, com 190 trabalhadores, depois de 6 meses de aplicação do lay-off, mantêm-se os mesmos problemas. Estão em perigo todos estes postos de trabalho directos e o futuro de muitas famílias do concelho, dado serem as principais empresas.
A empresa Artman-Indústria Metalomecânica, em Vale Resina, concelho de Alcochete, com 12 postos de trabalho, embora com trabalho e perspectivas de futuro, está asfixiada com uma penhora das Finanças.
A Amaro Auto Reparadora, no Barreiro, tem salários em atraso, e os seus 25 trabalhadores já comunicaram a suspensão dos contratos a partir de 25 de Novembro.
O sindicato quer também tratar com o ministro, de forma autónoma, o processo, ainda pendente no Ministério, relativo ao despedimento dos trabalhadores da Gestnave e Erecta, resultante do não cumprimento, pela Lisnave, do protocolo de 1997, assinado entre o Estado português e o Grupo Mello.
Para o STIMM Sul, a reunião pode ter lugar no dia e hora que o ministro entender. E sugeriu mesmo que, não havendo mais disponibilidade, poderá reunir no dia de Natal, quando, mais uma vez, uma delegação sindical se deslocará à residência oficial do primeiro-ministro, se até lá não for marcada outra data.














