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Vida

Comissões de Trabalhadores da CP e da EMEF - BARREIROA luta é o caminho para derrotar a tentativa de privatizar a EMEF e a CP Carga, e de amputar a CP das linhas lucrativas

"O caminho que serve os interesses de Portugal, dos portugueses e dos ferroviários é outro, radicalmente oposto a este! É o caminho da reconstrução de um forte, dinâmico e coeso sector público ferroviário, que crie emprego de qualidade e com direitos, que contribua para a dinamização da economia nacional e para a melhoria da qualidade de
vida das populações." - sublinha um comunicado das Comissões de Trabalhadores da CP e da EMEF.

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Comissões de Trabalhadores da CP e da EMEF - BARREIRO A luta é o caminho para derrotar a tentativa de privatizar a EMEF e a CP Carga, e de amputar a CP das linhas lucrativas

Por Jornal Rostos

Comissão de Trabalhadores da CP
Comissão de Trabalhadores da EMEF

Em defesa da Economia Nacional, dos postos de trabalho e dos direitos dos Ferroviários:

A luta é o caminho para derrotar a tentativa de privatizar a EMEF e a CP Carga, e de amputar a CP das linhas lucrativas!

1. Decidiu o Governo avançar com a privatização da EMEF, da CP Carga e das linhas lucrativas da CP. Estas medidas, que vêm sendo preparadas à longo tempo (e basta recordar as alterações ao Estatuto da CP aprovadas à um ano, que já preparavam o caminho para a privatização da Carga e das linhas urbanas) são agora apresentadas como uma necessidade "nacional" para fazer face ao defice das contas públicas. É uma completa mentira destinada a esconder os reais objectivos destas privatizações: servir os interesses dos grupos económicos privados (nacionais e europeus) que hoje determinam a política nacional.

2. Todos sabemos que a Mota Engil está a erguer um monopólio privado para o transporte ferroviário de mercadorias - e mandou o seu Governo privatizar a CP Carga, pois só a destruição / absorção desta lhe permitirá concretizar os seus objectivos. Todos sabemos que o Grupo Barraqueiro tem, entre outros, o projecto de apropriar-se de todas linhas ferroviárias urbanas - e mandou o seu Governo privatizar as linhas lucrativas da CP. Todos sabemos dos interesses privados (da Siemens, por exemplo)na monopolização do mercado nacional de equipamento ferroviário - e mandaram o seu Governo proceder à privatização da EMEF.

3. Para estes grandes grupos económicos, esta negócio seria altamente vantajoso, não temos a menor dúvida! Mas, quais as vantagens para os ferroviários, para os utentes e para a economia nacional? Nenhuma! A CP ficaria completamente estrangulada, a gerir as linhas que não interessem ao poder económico e dependente de uma manutenção privada. A EMEF ficaria totalmente subordinada aos interesses das multinacionais europeias, e rapidamente reduzida aos serviços que não interessasse a essas multinacionais deslocalizar. A CP Carga seria destruída em nome da rentabilidade da Takargo. Portugal ficaria com um sector estratégico para o desenvolvimento da economia nacional como é o sector ferroviário completamente fragmentado, com cada parcela gerida apenas ao sabor do crescimento dos lucros de diferentes grupos económicos. E os trabalhadores seriam as primeiras vítimas deste processo, pois as privatizações vêm sempre acompanhadas de despedimentos, ataques à contratação colectiva e aos direitos, restrições crescentes à liberdade de organização e expressão, redução de salários e aumento da precariedade.

4. E este desastre contribuiria ao menos para reduzir o defice? Não! Ele rapidamente cresceria ainda mais. É como o homem que troca uma vara de porcos por um chouriço: a satisfação só lhe dura o curto tempo de comer o chouriço, enquanto o feliz contemplado com a vara tem alimento para a vida toda! Aliás, estas medidas são bem à imagem da "crise" que vivemos, com os trabalhadores a enfrentar o desemprego, a redução de salários e direitos, e crescentes dificuldades no acesso à saúde, à educação, à habitação, enquanto a banca e os grandes grupos económicos vêm os
lucros crescer!

5. O caminho que serve os interesses de Portugal, dos portugueses e dos ferroviários é outro, radicalmente oposto a este! É o caminho da reconstrução de um forte, dinâmico e coeso sector público ferroviário, que crie emprego de qualidade e com direitos, que contribua para a dinamização da economia nacional e para a melhoria da qualidade de
vida das populações.

6. Perante esta situação, é nosso dever promover a unidade dos ferroviários para com determinação levantar a luta contra estas medidas.

Assim, decidiram a CT da CP e a CT da EMEF

6.1 Editar este Apelo a todos os Ferroviários

6.2 Promover uma reunião com todas as Organizações Representativas dos Trabalhadores do Sector Ferroviário para discutir e aprovar acções conjuntas contra a privatização do sector ferroviário.

6.3 Solicitar, com carácter de urgência, reuniões ao Presidente da CP, ao Ministro dos Transportes e à Comissão Parlamentar de Transportes.

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