EM PALMELASTAL CONTESTA DESPEDIMENTO COLECTIVO NA AMARSUL
“Segundo a empresa, o despedimento decorre da desactivação da unidade de triagem de Palmela e da entrada em funcionamento da nova unidade do Seixal e do seu maior grau de automatização.
Mas a verdade é que não é forçoso que assim seja. Bem pelo contrário.” – sublinha o comunicado do STAL.

Por Jornal Rostos
“Sabe-se que a construção da unidade de tratamento mecânico e biológico (TMB) do Seixal exigirá pelo menos, a contratação de dezenas de trabalhadores. Assim, é inaceitável despedir estes trabalhadores, quando podiam e deviam ser integrados na futura unidade, ou em alternativa, proceder à sua requalificação, mantendo os postos de trabalho.
Pelo que a conduta da empresa sugere um oportunismo inaceitável como evidencia uma clara sobreposição de interesses económicos sobre os direitos dos trabalhadores e contraria totalmente as afirmações proferidas nomeadamente pelo anterior Conselho Administração, no sentido de que a reconversão tecnológica em curso não geraria desemprego.
Para a história fica uma vez mais a propaganda da denominada responsabilidade social” – refere o comunicado do STAL.
AMARSUL registou um ano excepcional apresentando, 2,16 M€ de lucros
“A AMARSUL é uma empresa pública que prossegue uma missão de interesse público, e que, por isso mesmo, detém especiais responsabilidades, sociais, mas não só.
A denominada responsabilidade social não pode ser apenas propaganda!
Além disso, e de acordo com o último Relatório e Contas disponível (2008), a AMARSUL registou um ano excepcional, apresentando, 2,16 M€ de lucros, valor nunca antes alcançado.
Não há nenhuma razão operacional, económica ou financeira que suporte esta nefasta intenção da AMARSUL
O alargamento, melhoria e modernização dos serviços públicos prestados às populações não pode ser feito à custa da destruição de postos trabalho, de mais aumento do desemprego” – acrescenta o STAL.
STAL considera este despedimento é infundado
“O STAL considera que este despedimento é infundado e tudo fará o que estiver ao seu alcance para que este não se concretize.
O STAL apela à mobilização dos trabalhadores em defesa dos postos de trabalho e não deixará de confrontar a EGF (Grupo Águas de Portugal) e os municípios accionistas da empresa com as suas responsabilidades.” – sublinha o sindicato a finalizar.














