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GALARDÃO “BARREIRO RECONHECIDO” 2010Trabalho
Ex-Trabalhadores da Companhia Petroquímica do Barreiro

25 de Setembro de 2009 é, seguramente, determinante para o rumo dos acontecimentos relatados por ex-Trabalhadores da Companhia Petroquímica do Barreiro.
No dia 25 de Setembro de 2009, os funcionários da Companhia Petroquímica do Barreiro suspenderam, oficialmente, os seus contratos de trabalho. Tal facto foi transmitido ao Sindicato, alertando-o para a perigosidade das matérias-primas
existentes nas instalações da fábrica, que colocavam em risco de acidente químico não apenas a zona de implantação, como todo o Barreiro e concelhos limítrofes.

Para eliminar o perigo foi criada um grupo de trabalho que evolvia uma equipa operacional. De modo a melhor identificar e localizar produtos, a quantificar e a auxiliar nas futuras manobras de trasfega, esta equipa foi integrada por ex-funcionários da Petroquímica, que, recorde-se, em 25 de Setembro do ano anterior haviam cessado
funções.

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GALARDÃO “BARREIRO RECONHECIDO” 2010 Trabalho Ex-Trabalhadores da Companhia Petroquímica do Barreiro

Por Jornal Rostos

25 de Setembro de 2009 é, seguramente, determinante para o rumo dos acontecimentos relatados por ex-Trabalhadores da Companhia Petroquímica do Barreiro.
No dia 25 de Setembro de 2009, os funcionários da Companhia Petroquímica do Barreiro suspenderam, oficialmente, os seus contratos de trabalho. Tal facto foi transmitido ao Sindicato, alertando-o para a perigosidade das matérias-primas
existentes nas instalações da fábrica, que colocavam em risco de acidente químico não apenas a zona de implantação, como todo o Barreiro e concelhos limítrofes.
Foi alertada a Administração da empresa. Face à permanência no local dos produtos, foram sensibilizadas as forças vivas da comunidade para questões de segurança. A Petroquímica do Barreiro estava com produtos inflamáveis e explosivos no seu interior, já, sem electricidade e a ser alvo de actos de vandalismo que potenciavam o perigo. O
óxido de propileno era considerado o mais ameaçador. Mas havia outros como o estireno que não ofereciam mais garantias. As tubagens abandonadas eram uma atracção para os amigos do alheio. Qualquer movimento, qualquer faísca, poderia ser a ignição para o inesperado, indesejável, impensável.
O processo arrastou-se no tempo e as matérias-primas mantiveram-se no local sem que tivessem sido esgotadas em produção ou removidas, conforme parecer.
Em 14 de Janeiro de 2010 os Serviços da Protecção Civil Municipal tomaram conhecimento da situação na empresa e dos riscos.

Para eliminar o perigo foi criada um grupo de trabalho que evolvia uma equipa operacional. De modo a melhor identificar e localizar produtos, a quantificar e a auxiliar nas futuras manobras de trasfega, esta equipa foi integrada por ex-funcionários da Petroquímica, que, recorde-se, em 25 de Setembro do ano anterior haviam cessado
funções.
A Comissão de Trabalhadores indicou, assim, cinco elementos que, apesar da sua situação laboral, se disponibilizaram para as operações: a Gestora de Produção Vanessa Alexandra de Oliveira Costa Silva, os Chefes de Turno, Luís Manuel Simões dos Santos e Edmundo Jose Cabrita Rodrigues e os Operários José Cansado Quarenta e José Pacheco
Morgado.
Pela sua familiaridade com as instalações e funcionamento do material, eles, como ninguém, conheceriam os contornos das tubagens e as manobras das mangueiras, para não haver contaminações.
A «consciência», conforme sublinham, do perigo real que as matérias encerravam e das consequências não apenas para o local onde estavam confinadas mas, também, envolvente industrial e urbana, levou os cinco ex-trabalhadores a empenharem-se em todos os trabalhos que levaram a bom termo as operações de remoção das matérias perigosas, inertização e trasfega.
Os ex-trabalhadores salientam o trabalho de equipa multi-disciplinar em todo o processo e recordam a “colaboração extrema”, “activa” e “muito valiosa” dos engenheiros da empresa Baía do Tejo, Condinho de Araújo e Rui Lourenço, e de toda a sua equipa, nomeadamente na retirada dos produtos não perigosos e nas ligações eléctricas.
As instalações da Companhia Petroquímica do Barreiro encontram-se, actualmente, abandonadas, degradadas e não raras vezes são alvo de actos de vandalismo, que, gradualmente, vão empobrecendo o conteúdo acumulado de tempos buliçosos, que chegaram a reunir cerca de quatro dezenas de trabalhadores.

O presente destes cinco cidadãos é o seguinte:

• José Cansado Quarenta, 61 anos de idade, 24 anos na Companhia Petroquímica, actualmente desempregado;

• José Pacheco Morgado, 60 anos, 25 de casa, desempregado;

• Edmundo José Cabrita Rodrigues, 52 anos, 29 anos de serviço, desempregado;

• Luís Manuel Simões dos Santos, 51 anos, 24 de serviço, desempregado;

• Vanessa Alexandra de Oliveira Costa Silva, 30 anos de idade, sete anos de casa, desempregada.

Pelo seu trabalho gracioso, solícito, altruísta, elevado valor cívico, postura, cidadania - colocando a segurança da comunidade à frente de interesses próprios -, a Câmara Municipal do Barreiro atribui aos Ex-Trabalhadores da Companhia Petroquímica do Barreiro o Galardão Barreiro Reconhecido na área do Trabalho.

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