Saltar para o conteúdo
Vida

Santiago do Cacém ultrapassa em 2010 números de obras públicasem curso e adjudicadas e é excepção no Alentejo

. Mais de uma centena de empresários do Litoral Alentejano marcaram presença no jantar debate organizado pela Câmara Municipal e pela AECOPS

“O ano de 2010 vai terminar com Santiago do Cacém a atingir os 10 milhões de euros de valor de Obras Públicas, a obra em curso e a obra adjudicada bate os recordes de sempre”, revelação feita pelo Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Vítor Proença durante o jantar que decorreu ontem à noite na Quinta da Cilha, com mais de uma centena de empresários de construção civil e de outros sectores do Litoral Alentejano.

5 min de leitura
Santiago do Cacém ultrapassa em 2010 números de obras públicas em curso e adjudicadas e é excepção no Alentejo

Por Jornal Rostos

No encontro organizado pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém em parceria com a AECOPS (Associação de Empresas de Construção Civil e Obras Públicas) marcaram presença para além do autarca de Santiago, também o Vereador do Urbanismo, Álvaro Beijinha e representantes de bancos, assim como o Director Geral da AECOPS, Fernando Paes Afonso e o Presidente da delegação de Setúbal da AECOPS, Carlos Costa.

Em destaque esteve a crise que o Sector da Construção atravessa e que têm condicionado a actividade de muitas empresas no Distrito de Setúbal e especialmente nos concelhos do Litoral Alentejano onde os dados estatísticos são demonstrativos da situação.

A quebra registada na procura de habitação ao longo deste ano tem sido particularmente desfavorável nas regiões do Alentejo e do
Algarve, com quebras de 22% e 19%, respectivamente.
De acordo com os dados da última análise regional de conjuntura da AECOPS, no Algarve, até Agosto, apenas foram licenciados 1.373 novos fogos e esta foi, entre as diversas regiões de influência da AECOPS, aquela
onde o desemprego na Construção mais disparou (+28% até Setembro, representando 25% do desemprego total da região).

Ainda segundo o documento da AECOPS, a redução no licenciamento em termos globais do país, que já se prolonga pelo 11º ano consecutivo, conduziu às quebras que se têm observado a nível da produção do segmento residencial, as quais têm gerado graves efeitos negativos no desenvolvimento económico das diversas regiões do nosso país, nomeadamente no tecido empresarial e no mercado de trabalho.

69,4 mil desempregados da Construção

De acordo com os dados divulgados pelo IEFP, um dos maiores contributos para o desemprego total advém, precisamente, do sector da Construção, sendo que dos 511 mil desempregados registados nos centros de
emprego no final de Setembro, 13,6% eram oriundos da Construção. Em termos absolutos, havia no final de Setembro, 69.400 desempregados da Construção inscritos nos centros de emprego do IEFP.
A acrescentar à acentuada quebra do licenciamento habitacional, também as adjudicações de obras públicas têm vindo a cair de forma muito significativa ao longo de 2010 o que, de forma conjunta, compromete
o futuro das empresas e do emprego garantido pelo Sector da Construção, refere a análise regional de conjuntura da AECOPS.

Até Outubro, o número de concursos públicos adjudicados ascendeu a 1.199, -41,7% do que o verificado no período homólogo, enquanto o montante total adjudicado rondou os 1,7 mil milhões de
euros, valor que ficou 53% abaixo do registado durante igual período de 2009.

É na região do Alentejo que se regista a maior quebra do investimento público, com uma redução homóloga de 51% no valor dos concursos adjudicados durante os primeiros 10 meses do ano. Santiago do Cacém é excepção frisou o Presidente da Câmara Municipal já que o concelho ultrapassou durante este ano o volume de obras públicas com 80% de financiamento comunitário.

Outros dados estatísticos foram adiantados pelo autarca: os alvarás de construção emitidos em 2010, no concelho foram cem. Há 5 anos atrás foram 273, os alvarás de construção emitidos.

A burocracia foi outro dos temas abordados no encontro. Carlos Costa, o presidente da Delegação de Setúbal queixou-se do problema. Vítor Proença respondeu dizendo que no “município de Santiago, nem tudo está perfeito, mas temos procurado tratar das questões relacionadas com o sector da construção civil em contra-relógio, porque percebemos que existem muitos encargos assumidos”.

O Autarca santiaguense concordou que “nesta altura os serviços de Urbanismo da Câmara Municipal têm uma pressão menor graças à diminuição dos pedidos, mas temos consciência que os serviços melhoraram bastante “.

Os atrasos nos pagamentos, situação que leva muitas vezes muitas empresas do sector a passarem por momentos difíceis foi outro dos problemas em debate.
O Director Geral da AECOPS, Fernando Paes Afonso lembrou que muitas autarquias do país demoram quase um ano e até mais a efectuar os pagamentos e frisou, dirigindo-se ao Autarca de Santiago do Cacém que “estamos na presença de uma Câmara Municipal bem colocada em termos de pagamento dos seus compromissos”.
A pressão que o Estado coloca ao sector com o pagamento de vários impostos, foi igualmente abordado. Paes Afonso sublinhou que “se nada se fizer em termos de enquadramento jurídico e nas medidas de ressurgimento do sector, 2011 vai ser um ano muito difícil”.

No final do jantar ficou o compromisso da realização de outra iniciativa do género em Santiago do Cacém, em Fevereiro.




Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção