Parque Industrial da Autoeuropa em PalmelaCGTP e UGT devem repudiar medidas que tornam trabalhadores “descartáveis e precários”
“Não há aumento da competitividade nacional, com facilidade nos despedimentos e políticas de
reduções salariais” – é sublinhado.
Na opinião da Coordenadora das CTs “o Governo, com o aplauso do patronato”, apresentou uma proposta – “para tornar os trabalhadores portugueses, em trabalhadores descartáveis”.

Por Jornal Rostos
Divulgamos o texto integral do comunicado Coordenadora das CTs do parque Industrial da Autoeuropa:
A Coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial da Volkswagen Autoeuropa, reunida a 26 de Janeiro analisou as propostas, até agora conhecidas, que o Governo apresentou em sede de Concertação Social e concluímos que:
1 - O Governo e o patronato, mais uma vez vão no sentido contrário aos interesses nacionais.
Não há aumento da competitividade nacional, com facilidade nos despedimentos e políticas de reduções salariais.
2 – Em Portugal, nas relações laborais, há Governo a mais e Acordos de Empresa ou Contratos Colectivos a menos, o que estimula o patronato a tentar conseguir na chamada concertação social o que na maioria dos países europeus é conseguido na negociação entre patrões e representantes dos trabalhadores.
3 - As medidas de competitividade das empresas devem ser parte integrante desses Acordos, tal como existe na maioria dos países da Europa. Os aumentos salariais devem corresponder a essas medidas, tal como o maior investimento na qualificação dos trabalhadores estimulam a economia e a competitividade.
O Governo e o patronato têm de entender que o aumento da competitividade só pode vir do investimento tecnológico, formação profissional, Acordos de Empresa e Contratação Colectiva que motivem os trabalhadores.
Ninguém é competitivo com problemas financeiros resultantes de baixos salários, trabalho precário e ameaças constantes de desemprego.
A desresponsabilização Social de Patrões e Governo
O Governo, com o aplauso do patronato, apresentou nas negociações da chamada concertação social, uma proposta para tornar os trabalhadores portugueses, em trabalhadores descartáveis, nomeadamente a actual e as futuras gerações.
A Coordenadora repudia esta proposta que visa facilitar os despedimentos dos jovens que chegam agora ao mercado de trabalho.
Com esta proposta, o patronato no futuro lançará no desemprego os agora jovens trabalhadores, de forma barata, ultrapassando assim o impedimento do despedimento individual consagrado na Constituição.
Este Governo, fica marcado também na história das relações laborais pelo Governo da desresponsabilização Social.
A Coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa sabe que, em termos de concertação social quem não está à mesa “faz parte do repasto”, mas entende que CGTP e UGT, devem repudiar de forma veemente e definitiva, todas as medidas que visam tornar ainda mais descartáveis e precários os empregos actuais e principalmente os futuros.
Palmela, 27 de Janeiro de 2010
Coordenadora das CTs do parque Industrial da Autoeuropa














