AECOPS Delegação de SetúbalTardam medidas prometidas no Memorando da «troika» indispensáveis para alavancar a reabilitação urbana

Por Jornal Rostos
Falta de encomendas e de medidas preocupam AECOPS
Mais preocupante que a diminuição ou cancelamento do investimento público no prosseguimento de alguns projectos de infra-estruturas é a indefinição que persiste sobre as alternativas possíveis à falta de trabalho que está a empurrar as empresas de construção para a insolvência e os trabalhadores para o desemprego.
Perante os dados relativos às novas encomendas na Construção hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e que confirmam a quebra constante e cada vez mais intensa que se tem vindo a verificar (-16,8% no 2.º trimestre), a AECOPS manifesta assim a sua inquietação quanto ao futuro do Sector e das suas empresas.
Em bom rigor e no seguimento desta preocupação, a Associação quer que sejam definidas e divulgadas com carácter de urgência medidas, que, sem porem em causa o cumprimento das imposições constantes do Memorando da “troika”, possam travar a situação de degradação que está a caracterizar a actividade do Sector.
Sector não pode “fechar”
“Numa altura em que se sucedem os anúncios de redução, suspensão e adiamento de empreitadas, de que são exemplo os grandes projectos infra-estruturantes, mas também os trabalhos de remodelação do parque escolar e, mais recentemente, as subconcessões rodoviárias, as empresas estão mais inquietas com o facto de até à data nada se saber sobre a política a prosseguir no actual contexto de contenção de despesas. Porque ainda que as suas unidades de produção possam desaparecer do mercado, não se pode simplesmente fechar todo o Sector”, diz a Associação.
Sob pena de se continuarem a acumular nos tribunais os processos de insolvência no Sector e o desaparecimento de postos de trabalho, agravando a situação financeira e social do País, a AECOPS quer ver, pois, assumidas posições firmes e claras acerca dos caminhos possíveis para que a Construção possa manter um nível sustentado de actividade e assim desempenhar o seu papel no relançamento da economia. Neste contexto, alerta, entre outras, para as medidas prometidas, mas que tardam, no domínio do mercado do arrendamento, também elas incluídas no Memorando da “troika” e consideradas indispensáveis para alavancar a reabilitação urbana.














