Sociedade Arco Ribeirinho Sul Barreiro«Este é um tempo para a responsabilidade, não é tempo para fazer retórica com flores»
É falso que após o anúncio da sua extinção esta sociedade continue a gastar verbas para equipar a sua sede social” – afirma Fonseca Ferreira, Presidente do Conselho de Administração da Arco Ribeirinho Sul.
“Apesar de estar a reduzir, cancelar e suspender muitas das suas actividades que implicam custos, tem, apesar disso, a necessidade de manter as actividades de requalificação do território e captação de investimento privado de forma a que não se desperdice muito do trabalho já efectuado pela sociedade nesta área fulcral o que significaria a potencial perda de centenas de milhões de euros em investimento na zona de intervenção da sociedade.” – refere Fonseca Ferreira.

Por Jornal Rostos
Divulgamos o texto integral do comunicado de Fonseca Ferreira, Presidente do Conselho de Administração da Arco Ribeirinho Sul:
Comunicado
Tendo esta sociedade sido visada por uma notícia do Jornal Rostos, a Arco Ribeirinho Sul SA esclarece que:
Não recebeu, nem solicitou nenhuma encomenda de flores. Nem nesta semana nem em nenhuma outra semana.
É falso que após o anúncio da sua extinção esta sociedade continue a gastar verbas para equipar a sua sede social, como refere a notícia.
Desde que a tutela anunciou, através da comunicação social, a intenção de extinguir esta sociedade que a Arco Ribeirinho Sul SA tem procurado activamente, cancelar, renegociar ou suspender qualquer encomenda de bens ou serviços mesmo que efectuada antes da data do anúncio mencionado que teve lugar a 19 de Agosto de 2011.
Após o inesperado anúncio de extinção da sociedade alguns concursos de prestação de serviços em curso puderam ser interrompidos sem consequências financeiras para o erário público. A Arco Ribeirinho Sul SA tratou de, diligentemente e por sua única e exclusiva iniciativa, cancelar projectos que representassem custos, por mais insignificante que estes fossem, e que não obrigassem ao pagamento de qualquer indemnização ou penalidade contratual. Sublinhe-se que esta sociedade não recebeu do Ministério da Agricultura, Mar Ambiente e Ordenamento do Território qualquer indicação para tal. Esta iniciativa deveu-se única e exclusivamente a uma prática de boa gestão decidida pelo conselho de Administração da sociedade.
Entre outros exemplos:
• Foi suspenso e cancelado o concurso que deveria criar o sítio de internet da empresa.
• Foram suspensas e canceladas actividades e deslocações que implicassem gastos para a sociedade.
• Foi cancelado o processo de colocação de sinalética no edifício da sociedade.
• Foi cancelada a organização de uma Conferência Internacional sobre requalificação Urbana prevista para o mês de Outubro.
Devido ao momento em que a interrupção destes processos ocorreu, foi possível evitar qualquer penalização ou indemnização aos concorrentes neles envolvidos.
Não foi possível suspender em iguais termos, uma encomenda feita a 8 de Julho de 2011 que fazia parte do arranjo de interiores previsto desde Março de 2011 no processo de reabilitação do edifício degradado que passou a funcionar como sede da sociedade. Em concreto trata-se de uma encomenda de 3 espécies diferentes de plantas e respectivos vasos (e não de flores como erradamente indica a notícia veiculada pelo Rostos). O cancelamento desta encomenda implicaria a perda de 30% do valor total contratado que tinha já sido pago no momento da adjudicação. Mesmo assim, foram desenvolvidos esforços para minimizar as consequências financeiras. Foi tido em conta que não se tratavam de bens perecíveis e com um curto prazo de vida útil, mas bens perenes que poderão transitar para o património de quem vier a ficar com a responsabilidade de prosseguir o projecto e ocupar as instalações da Arco Ribeirinho Sul SA. A entrega da encomenda ocorreu ontem, dia 18 de Outubro de 2011 pelas 12h.
A decisão de manter a entrega desta encomenda, efectuada em Julho de 2011, foi tomada tendo em conta a melhor defesa do património e dos recursos da sociedade. Rejeitá-la (por entretanto ter ocorrido um anúncio feito à Comunicação Social da intenção de extinguir a sociedade) implicaria perder 30% do valor e ficar sem o bem em causa.
A Arco Ribeirinho Sul SA gostaria de sublinhar que apesar de estar a reduzir, cancelar e suspender muitas das suas actividades que implicam custos, tem, apesar disso, a necessidade de manter as actividades de requalificação do território e captação de investimento privado de forma a que não se desperdice muito do trabalho já efectuado pela sociedade nesta área fulcral o que significaria a potencial perda de centenas de milhões de euros em investimento na zona de intervenção da sociedade. (Margem Sul do Estuário do Tejo). A Sociedade está a fazê-lo diligentemente, até que outra entidade possa substituí-la nesse papel. Seria trágico que o recurso à demagogia, ao populismo fácil e à manipulação da opinião pública numa altura exigente para o país pudesse acarretar a perda de milhões em investimento estrangeiro e empregos.
Este é um tempo para a responsabilidade, não é tempo para fazer retórica com flores.
Aliás, apesar da enorme turbulência, das insinuações maldosas, da especulação e da incerteza que têm marcado nos últimos meses a vida da Arco Ribeirinho Sul SA, esta sociedade tem tentado manter a discrição necessária ao trabalho de captação de investimento privado. Esta atitude discreta visa transmitir confiança aos investidores existentes num momento de escassez de capital e dar seguimento ao projecto de reconhecida importância nacional de que esta sociedade está encarregada.
Até agora isso foi possível.
Gostaríamos que continuasse a sê-lo, pelo menos até que possam ser transmitidas as responsabilidades que nos estão confiadas por decisão e indicação da tutela.
Barreiro, 19 de Outubro de 2011
O Presidente do Conselho de Administração da Arco Ribeirinho Sul SA
António Fonseca Ferreira














