Produção da nova fábrica de papel UWF de SetúbalContinua a evoluir com aumento nas quantidades colocadas no mercado

Por Jornal Rostos
A produção da nova fábrica de papel UWF de Setúbal continua a evoluir de acordo com o previsto, proporcionando um aumento nas quantidades colocadas no mercado. Este aumento de vendas de papel UWF, associado a uma recuperação nos preços de venda, cuja média do índice de referência no mercado Europeu, PIX Copy B do Foex, subiu 8,6% em relação à média dos primeiros nove meses de 2010, resultou num incremento de 12% no valor das vendas de papel em relação ao período homólogo.
Com a maior integração de pasta de celulose de eucalipto branqueada (BEKP) na nova fábrica de papel UWF de Setúbal, o Grupo registou um ligeiro decréscimo de vendas deste produto em relação aos primeiros nove meses do ano passado. A queda no volume de vendas, aliada à descida do preço de pasta que se fez sentir no período em análise, traduziu-se numa descida de cerca de 12% no valor das vendas de pasta.
No segmento de energia, verificou-se um crescimento no valor das vendas, possibilitado pela conclusão, na segunda metade de 2010, do conjunto de investimentos nesta área e que actualmente se encontram já em plena produção.
Por seu lado, os custos tiveram uma evolução desfavorável em relação ao período homólogo de 2010, com o aumento do custo de alguns factores de produção, nomeadamente nos produtos químicos e na madeira, embora estes tenham registado, já no terceiro trimestre, alguma correcção.
Neste cenário, o EBITDA consolidado foi de € 288,0 milhões, mantendo-se praticamente inalterado face ao período homólogo, e que se traduz numa margem EBITDA / Vendas de 26,3%, inferior em 2,5 pontos percentuais à margem dos primeiros nove meses de 2010, reflectindo o agravamento de custos já referido
anteriormente. Os resultados operacionais evoluíram desfavoravelmente, registando um decréscimo de 10,2%, justificado também pelos resultados operacionais de 2010 estarem positivamente afectados por reversões de provisões ocorridas nesse ano.
Os resultados financeiros foram negativos em € 15,3 milhões, comparando favoravelmente com um valor também negativo de € 17,1 milhões. Apesar da redução significativa da dívida líquida face ao período homólogo, os resultados das operações de financiamento mantiveram-se ao mesmo nível dos nove meses de 2010, em resultado do aumento verificado nas taxas de juro. A melhoria dos resultados financeiros é explicada pelo resultado de um derivado de cobertura de taxa de juro que afectou negativamente os resultados de 2010.
Assim, o resultado líquido consolidado do período foi de € 144,1 milhões, o que representa um decréscimo da de 6,6% em relação ao período homólogo do ano anterior.














