Lançamento de Moscatel de Setúbal Superior 1955atinge vendas superiores a 41 mil Euros
Por Jornal Rostos
Foi esta semana, na passada terça-feira, dia 8 de Novembro, que o lançamento em Leilão do Moscatel
de Setúbal Superior 1955 da José Maria da Fonseca rendeu mais de 41 mil euros.
Num Leilão de casa cheia, foram vendidas 100 das apenas 150 garrafas de 500ml existentes deste raríssimo vinho, em 35 lotes que foram ainda complementados com outros vinhos da empresa, nomeadamente outros Moscatéis de Setúbal exclusivos, tais como os de 1880, 1902, 1904 ou 1911, o Moscatel de Setúbal Torna Viagem, vinhos Periquita antigos e o famoso José de Sousa de 1940 – que ganhou reputação por a sua colheita ter ficado esquecida durante anos debaixo de uma pilha de carvão.
Especialistas do sector, apreciadores e outros investidores fizeram as suas licitações para os diferentes lotes, cujos valores finais oscilaram entre os 420 euros e os 3000 euros – para o último lote, que incluía uma garrafa de Moscatel de Setúbal JMF Torna Viagem. No final da cerimónia, a cargo do Palácio do Correio Velho – e que se seguiu a um jantar onde a cozinha do Chefe Hélder Chagas foi combinada, naturalmente, com vinhos seleccionados da José Maria da Fonseca – estava angariado um montante que superou todas as expectativas.
O lançamento de Moscatéis de Setúbal raros em Leilão significa o retomar de uma tradição da empresa que fazia estes Leilões nos anos 50 e 60. O mais recente realizou-se em 2008, no qual foi lançado o Moscatel Roxo Superior de 1960.
Para António Soares Franco, Presidente do Conselho de Administração da José Maria da Fonseca, “o objectivo do Leilão foi o de reforçar o prestígio e a imagem da empresa e do Moscatel de Setúbal como vinho generoso de eleição. Tal objectivo foi plenamente atingido quer pelo interesse que este lançamento motivou, quer pelos valores que as garrafas atingiram”.
Sobre o Moscatel de Setúbal Superior 1955
A colheita de Moscatel de Setúbal de 1955 sempre foi considerada por António e Fernando Soares Franco, a 5ª geração da família, como a melhor colheita de Moscatel de Setúbal do séc. XX. Em relação a outras colheitas de Moscatel
sempre se destacou pela sua qualidade global, sendo um vinho muito complexo e equilibrado em termos de estrutura, doçura e acidez.
Por ser um vinho tão completo é um vinho que não é/era habitualmente utilizado em lotes de outros Moscatéis da José Maria da Fonseca, como o Alambre 20 Anos ou o Trilogia.
Foi isso mesmo que destacou a Revista de Vinhos, na sua edição de Agosto de 2011, ao atribuir-lhe 20 pontos, a nota máxima, e ao referir-se a este vinho como "brilhante e indescritível".
O que Domingos Soares Franco mais destaca neste vinho, para além de toda a sua complexidade aromática e gustativa, é a sua extraordinária frescura na boca, que equilibra toda a doçura natural e concentração que o vinho tem.














