Hospital de Santa Cruz realiza mais um procedimento inéditoao implantar por cateterismo uma inovadora válvula aórtica
O Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide, acaba de realizar mais um procedimento inédito ao implantar por cateterismo uma inovadora válvula aórtica que permite tratar cerca de 20% dos doentes com aperto da válvula aórtica cuja anatomia não tinha solução até à data por terem anatomia de elevada dimensão para as próteses percutâneas disponíveis.

Por Jornal Rostos
Após intensa investigação está disponível em Portugal a única prótese aórtica do Mundo disponível que pode tratar, sem cirurgia, doentes que naturalmente apresentam maiores diâmetros de válvula aórtica (até 29 milímetros). Apesar de apresentar maiores dimensões, esta nova válvula aórtica pode ser implantada do mesmo modo que as de menor tamanho – por via femoral, subclavia ou transaortica –, já que pode ser comprimida e introduzida por um catéter com apenas 8 milímetros de diâmetro.
"Uma vez que até agora as válvulas existentes eram de tamanhos menores, muitos doentes que sofriam de estenose aórtica grave e que apresentavam uma válvula cardíaca doente de maior diâmetro não podiam realizar o tratamento percutâneo, uma das mais importantes inovações da cardiologia que permite uma recuperação mais célere dos doentes", afirma Rui Campante Teles, Cardiologista de Intervenção no Hospital de Santa Cruz. “Hoje, pela primeira vez em Portugal, realizámos o implante percutâneo de uma válvula com 31 milímetros num doente que tinha essa necessidade anatómica e pensamos que mais pacientes irão poder receber este tratamento inovador para a estenose aórtica grave”, acrescenta.
Em todo o mundo, cerca de 300 mil pessoas foram diagnosticadas com estenose aórtica grave e aproximadamente um terço destes pacientes são considerados de elevado risco ou não elegíveis para cirurgia de coração aberto. A substituição da válvula percutânea é a única terapia alternativa, minimamente invasiva e clinicamente eficaz para doentes com estenose aórtica grave, sintomáticos, que estão nestas condições.
Até à data as válvulas disponíveis tinham apenas dimensões de 26 e 29 milímetros.
"Uma vez que até agora as válvulas existentes eram de tamanhos menores, muitos doentes que sofriam de estenose aórtica grave e que apresentavam uma válvula cardíaca doente de maior diâmetro não podiam realizar o tratamento percutâneo, uma das mais importantes inovações da cardiologia que permite uma recuperação mais célere dos doentes", afirma Rui Campante Teles, Cardiologista de Intervenção no Hospital de Santa Cruz. “Hoje, pela primeira vez em Portugal, realizámos o implante percutâneo de uma válvula com 31 milímetros num doente que tinha essa necessidade anatómica e pensamos que mais pacientes irão poder receber este tratamento inovador para a estenose aórtica grave”, acrescenta.
Em todo o mundo, cerca de 300 mil pessoas foram diagnosticadas com estenose aórtica grave e aproximadamente um terço destes pacientes são considerados de elevado risco ou não elegíveis para cirurgia de coração aberto. A substituição da válvula percutânea é a única terapia alternativa, minimamente invasiva e clinicamente eficaz para doentes com estenose aórtica grave, sintomáticos, que estão nestas condições.
Até à data as válvulas disponíveis tinham apenas dimensões de 26 e 29 milímetros.














