Repsol inicia o desenvolvimento do megacampo Perla na VenezuelaInvestimento estimado para a primeira fase do projecto será de 1.500 milhões de dólares
O Presidente da Repsol, Antonio Brufau, o Presidente da Eni, Paolo Scaroni, e o Ministro do Poder Popular de Petróleo e Mineração da Venezuela, Rafael Ramírez, assinaram recentemente em Caracas o contrato de fornecimento de gás natural que permitirá o desenvolvimento do projecto de exploração das grandes reservas do campo Perla.

Por Jornal Rostos
O megacampo Perla contém por volta de 17 biliões de metros cúbicos (TCF nas suas siglas em inglês) de gás in situ, equivalentes a 3.000 milhões de barris de petróleo, aproximadamente. Descoberto pela Repsol e a Eni em 2009 no bloco Cardón IV, situa-se em águas superficiais do Golfo da Venezuela, a 50 quilómetros da costa. desde então perfuraram-se um total de cinco poços, que agora produzirão mediante plataformas e conexões submarinas, que levarão o gás à costa para ser processado e enviado à rede de distribuição de gás venezuelana.
O projecto desenvolver-se-á por fases, com um investimento estimado na primeira delas de 1.500 milhões de dólares, incluindo a fase de exploração e avaliação em que se espera produzir 300 milhões de pés cúbicos ao dia de gás. Nas duas seguintes fases espera-se quadruplicar a produção até os 1.200 milhões de pés cúbicos ao dia de gás, volume que se manteria até o final do contrato em 2036.
O Contrato de Fornecimento, assinado até 2036 e que contempla um compromisso recíproco de entrega e aquisição de mais de 8,7 TCF de gás natural, será uma das fontes de abastecimento da demanda interna de gás da Venezuela, que deve crescer com o consumo doméstico, industrial, petroquímico e geração eléctrica nos próximos anos. Dada a sua grande dimensão, o campo Perla oferece também possibilidades de exportação de gás natural, que a Repsol e a Eni analisarão com a PDVSA e o Ministério do Poder Popular de Petróleo e Mineração.
A licença do bloco Cardón IV foi adjudicada à Repsol e à Eni a 50%. A companhia estatal de petróleos da Venezuela, PDVSA, poderá participar com 35% no desenvolvimento do projecto; Repsol e Eni teriam, portanto, uma participação de até 32,5% cada uma.
Repsol na Venezuela
A Repsol está presente no sector de petróleo e gás da Venezuela desde 1993, com uma produção líquida média em 2011 de 42.300 barris equivalentes de petróleo por dia.
Participa no megaprojecto da empresa mista Petrocarabobo, que dedica-se ao desenvolvimento, conjuntamente com PDVSA, das reservas de petróleo pesado das áreas Carabobo 1 Norte e Carabobo 1 Centro, situadas na Faixa Petrolífera do Orinoco. Esta zona é uma das que contam com maiores reservas de hidrocarbonetos não desenvolvidos do mundo. O bloco Carabobo situa-se na zona este da faixa venezuelana que, segundo o US Geological Survey, poderia ter um volume recuperável de até 513.000 milhões de barris de petróleo pesado.
No Carabobo 1 alcançar-se-á uma produção total de 400.000 barris por dia de petróleo sintético de qualidade melhorada durante um período de 40 anos, e inclui a construção de um refinador de petróleo pesado com capacidade para processar 200.000 barris de petróleo/dia. Parte do petróleo pesado deste projecto destinar-se-á às refinarias espanholas da Repsol, o que permitirá tirar proveito da aposta da companhia pelo uso de avançadas técnicas de conversão profunda nas suas instalações.
Adicionalmente, a Repsol incorporou-se em 2010 ao projecto em produção Barúa Motatán, localizado na bacia do lago de Maracaibo. A operadora é a empresa mista Petroquiriquire, S.A., na qual Repsol tem uma participação de 40%.
O projecto desenvolver-se-á por fases, com um investimento estimado na primeira delas de 1.500 milhões de dólares, incluindo a fase de exploração e avaliação em que se espera produzir 300 milhões de pés cúbicos ao dia de gás. Nas duas seguintes fases espera-se quadruplicar a produção até os 1.200 milhões de pés cúbicos ao dia de gás, volume que se manteria até o final do contrato em 2036.
O Contrato de Fornecimento, assinado até 2036 e que contempla um compromisso recíproco de entrega e aquisição de mais de 8,7 TCF de gás natural, será uma das fontes de abastecimento da demanda interna de gás da Venezuela, que deve crescer com o consumo doméstico, industrial, petroquímico e geração eléctrica nos próximos anos. Dada a sua grande dimensão, o campo Perla oferece também possibilidades de exportação de gás natural, que a Repsol e a Eni analisarão com a PDVSA e o Ministério do Poder Popular de Petróleo e Mineração.
A licença do bloco Cardón IV foi adjudicada à Repsol e à Eni a 50%. A companhia estatal de petróleos da Venezuela, PDVSA, poderá participar com 35% no desenvolvimento do projecto; Repsol e Eni teriam, portanto, uma participação de até 32,5% cada uma.
Repsol na Venezuela
A Repsol está presente no sector de petróleo e gás da Venezuela desde 1993, com uma produção líquida média em 2011 de 42.300 barris equivalentes de petróleo por dia.
Participa no megaprojecto da empresa mista Petrocarabobo, que dedica-se ao desenvolvimento, conjuntamente com PDVSA, das reservas de petróleo pesado das áreas Carabobo 1 Norte e Carabobo 1 Centro, situadas na Faixa Petrolífera do Orinoco. Esta zona é uma das que contam com maiores reservas de hidrocarbonetos não desenvolvidos do mundo. O bloco Carabobo situa-se na zona este da faixa venezuelana que, segundo o US Geological Survey, poderia ter um volume recuperável de até 513.000 milhões de barris de petróleo pesado.
No Carabobo 1 alcançar-se-á uma produção total de 400.000 barris por dia de petróleo sintético de qualidade melhorada durante um período de 40 anos, e inclui a construção de um refinador de petróleo pesado com capacidade para processar 200.000 barris de petróleo/dia. Parte do petróleo pesado deste projecto destinar-se-á às refinarias espanholas da Repsol, o que permitirá tirar proveito da aposta da companhia pelo uso de avançadas técnicas de conversão profunda nas suas instalações.
Adicionalmente, a Repsol incorporou-se em 2010 ao projecto em produção Barúa Motatán, localizado na bacia do lago de Maracaibo. A operadora é a empresa mista Petroquiriquire, S.A., na qual Repsol tem uma participação de 40%.














