Plenário geral de trabalhadores da Amarsul em PalmelaReclama a continuação da Amarsul como empresa pública
O plenário geral de trabalhadores da Amarsul,realizado no ecoparque de Palmela (Sede da Empresa), contou com a participação dos trabalhadores dos ecoparques de Setúbal, Seixal e Palmela.
No final os trabalhadores deslocaram-se até as instalações do Conselho de Adiminstração, onde, uma delegação composta pela Comissão intersindical, entregou a resolução.

Por Jornal Rostos
OUTRA POLITICA É POSSIVEL E NECESSARIA
Não à exploração, às desigualdades e ao empobrecimento
O Governo insiste numa política que exige sacrifícios aos mesmos de sempre, enquanto rouba salários, subsídios e direitos laborais e sociais para ajudar o capital financeiro, os patrões e as sanguessugas deste país a enriquecer cada vez mais.
O povo português e os trabalhadores em particular são hoje confrontados com uma política de terrorismo económico e social que empurra o país para o precipício, uma politica que exige de todos nós uma resposta firme e determinada.
O acordo assinado pelo Governo, patronato e a UGT e o OE contêm um conjunto de medidas que visam o aumento da exploração dos trabalhadores e o seu empobrecimento, com a implementação do banco de horas, o ataque à contratação colectiva, o roubo de dias de férias e feriados, os despedimentos mais fáceis e baratos, a redução do valor do trabalho suplementar e o roubo do descanso compensatório, a diminuição do subsidio de desemprego e a não actualização dos salários, como já aconteceu com o SMN.
A Administração da Amarsul, seguindo as orientações do governo e até ultrapassando-as vem desenvolvendo uma política de clara delapidação do estipulado no acordo de empresa (AE) e consequentemente nos direitos, regalias e garantias dos trabalhadores, que a lei lhes confere e que o AE acordado entre as partes no ano de 2009 estabelece, concretizando através destas medidas uma enorme ofensiva contra os trabalhadores da empresa, com consequências desastrosas para estes que sempre desempenharam as suas funções com total dedicação, mérito e brio.
Tais medidas, comportam crueldade e o desrespeito crescente pelos trabalhadores da Amarsul, provocando nestes o descrédito da Administração e até porventura o medo nas consequências que as medidas impostas possam levar a futuros caminhos de exploração do seu trabalho.
Sendo vistos apenas como meros números contabilísticos e esquecendo-se dos seres humanos que se encontram em cada um dos homens e mulheres que aqui trabalham.
São os cortes graduais de subsídios de turno, com o propósito da sua eliminação;
São as alterações unilaterais de horários de trabalho, sem respeito pela Lei e sem ter em consideração o prejuízo causado por estes aos trabalhadores;
São os cortes unilaterais no subsídio de disponibilidade;
É a criação unilateral de novas categorias profissionais á revelia do AE e sem qualquer negociação com os sindicatos subscritores;
É a deslocalização de trabalhadores para outras instalações da empresa sem qualquer consideração pelos prejuízos monetários, pessoais e familiares causados aos trabalhadores visados;
É a requalificação de trabalhadores, visando a polivalência e mobilidade sem limites e sem regras;
São os cortes e eliminação no subsídio de isenção de horário;
É a agregação de funções relativamente aos motoristas da recolha selectiva em consequência da eliminação de postos de trabalho de auxiliares de motorista, com prejuízo para os trabalhadores e munícipes;
É a colocação de trabalhadores a desempenhar as sua funções sozinhos durante a noite na recolha de ecopontos, colocando em risco a sua segurança pessoal, agravando as suas condições de trabalho, bem como, desprezando as consequências desta medida em matéria de saúde e segurança no trabalho;
Todas estas e outras medidas foram tomadas sem qualquer diálogo com os trabalhadores e seus representantes, por esta Administração que, ao contrário do que vinha apregoando, vem manifestando tiques autoritários e antidemocráticos, através de uma atitude bloqueadora de qualquer discussão ou negociação com os trabalhadores, num total desrespeito pelo cumprimento da lei e do AE.
Os trabalhadores da Amarsul, não podem aceitar a politica de terra queimada seguida por esta Administração.
Assim reunidos em plenário geral, no dia 24 de Janeiro de 2012 frente à Administração decidem:
1. Recusar-se a vergar pelo medo causado pelas atitudes atentatórias e desrespeitadoras desta administração reclamando a dignidade a que temos direito como trabalhadores produtores das mais valias e seres humanos
2. Exigir da Administração o termo da repressão e das brutais medidas tomadas unilateralmente de diminuição da retribuição que está empobrecendo os trabalhadores, colocando na pobreza que vive apenas do seu trabalho.
3. Reclamar o diálogo com os representantes dos trabalhadores, com agendamento imediato da reunião solicitado em Outubro passado.
4. Reclamar a continuação da Amarsul como empresa pública.
5. Participar activamente em todas as acções promovidas pelo Movimento Sindical de contestação ás medidas do Governo, nomeadamente a manifestação, concentração dia 11 de Fevereiro na Praça do Comercio em Lisboa.
6. Decidem ainda
Reclamar uma política alternativa, que em vez das reduções promova o desenvolvimento da empresa através da modernização e de mais-valias concretas nos seus investimentos, que fomente a viabilidade da empresa através da valorização dos seus trabalhadores, dos serviços prestados às populações e seu produto e que pare com os ataques aos direitos e garantias dos trabalhadores e á desvalorização do trabalho por estes exemplarmente desempenhado ao longo dos anos da existência da empresa.
Palmela, 24 de Janeiro de 2012 A Comissão Intersindical STAL, SITE SUL














