INICIO DE ANO TRÁGICO PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL NO DISTRITO DE SETÚBALSindicato da Construção do Sul exige o rigoroso apuramento de responsabilidades

Por Jornal Rostos
INICIO DE ANO TRÁGICO PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL NO DISTRITO DE SETÚBAL
O Sindicato da Construção do Sul exige o rigoroso apuramento de responsabilidades de todas as entidades envolvidas na obra de remodelação/ampliação do Mercado do Livramento, em Setúbal, onde uma derrocada de uma parede causou a morte de cinco trabalhadores e ferimentos ligeiros num outro, ontem, dia 7 de Fevereiro.
A juntar a este caso, há a registar a ocorrência de um outro, no Laranjeiro, concelho de Almada, onde dois trabalhadores sofreram ferimentos graves provocados pela queda de uma plataforma onde se encontravam a trabalhar, marcando assim este dia como, profundamente trágico para as famílias destes trabalhadores, para a Construção Civil e para o País.
Ao balanço do registado no Distrito de Setúbal, à que acrescentar, outros casos como o que aconteceu recentemente na Barragem do Foz Tua, em Carrazeda de Ansiães, Distrito de Bragança, onde também três trabalhadores perderam a vida no passado dia 26 de Janeiro.
É urgente perceber o que se passa na Construção Civil
Num sector fortemente marcado por dificuldades de tesouraria de muitas empresas, estará a segurança dos trabalhadores a ser remetida para segundo plano?
Qual o papel da ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho), na prevenção e fiscalização em obra, num quadro de redução de competências e meios imposto por este Governo PSD/CDS, os meios técnicos e humanos serão os suficientes e adequados?
Estes acidentes não podem ser mais uns para a estatística!
Trata-se da morte de vários trabalhadores.
Todas as entidades envolvidas têm responsabilidades específicas, pelas quais terão de prestar contas, os inquéritos instaurados terão de ser conclusivos.
A comprovar-se a falta de protecção e segurança, trata-se de um crime que merece a punição adequada.
A DIRECÇÃO
08/02/2012














