Ano de 2011 penaliza financiamento especializado às empresas
Os sectores apresentaram quebras que variaram entre 42%, no caso do leasing, e 5% no que diz respeito ao renting. O factoring, registou uma queba ligeira de 2%, tomando créditos no valor total de 28 mil milhões de euros.
Por Jornal Rostos
No que diz respeito ao factoring internacional, é de realçar a elevada taxa de crescimento do factoring à exportação, 19%. Também o factoring de importação apresentou uma subida de 3%.
O factoring doméstico desenvolveu contratos na ordem dos 18 mil milhões de euros em 2011, uma redução de 5% quando comparado com os valores conseguidos em 2010.
Já o confirming, pagamento aos fornecedores, terminou 2011 com um crescimento de apenas 1% em relação a 2010.
Leasing com maior queda
O leasing em Portugal é dos três produtos financeiros representados pela ALF o que mais tem sofrido com a crise económica que assola o país.
A produção total alcançada em 2011 foi de 2.391 milhões de euros, uma queda substancial na ordem dos 42% quando comparados com os 4.129 milhões de euros atingidos em 2010.
Para este valor contribuiu o desempenho negativo do leasing mobiliário (que engloba o leasing automóvel) de -39% e do leasing imobiliário, que caiu 48%.
Renting diminui mas aumenta rácio de penetração
O sector do renting também não tem estado imune à situação financeira em que as empresas portuguesas se encontram. No entanto, a queda registada é bastante inferior à do sector automóvel em geral, o que levou a que aumentasse o seu rácio de penetração e tenha sido responsável pela aquisição de 17% das viaturas ligeiras novas vendidas em Portugal, no ano passado.
No que diz respeito ao número de novos contratos, o renting diminuiu as suas contas quer no número de viaturas -10%, quer no valor dos contratos -9%.
Assim, em frota, o renting tem no seu universo 114 mil viaturas, menos 3% do que em 2010 e que representam um total de 1.720 milhões de euros, um valor 5% abaixo de 2010.
De acordo com Beja Amaro, presidente da ALF, “o clima de recessão económica tem se refletido de forma transversal à economia”, notando ainda que “apesar das quebras de produção e outros problemas surgidos, o financiamento especializado às empresas continua a ser dos poucos instrumentos disponíveis para apoiar as empresas nacionais”.














