AECOPS Setúbal - Crise na Construção agrava-se de dia para diaAlgarve a região mais assolada pela crise
Por Jornal Rostos
Tendo empregue, em termos médios, 440,3 mil trabalhadores, o Setor concluiu o ano de 2011 com apenas 418 mil, situação muito negativa, o que, aliás, contribuiu para aumento do desemprego oriundo da Construção, designadamente decorrente do número crescente de insolvências que atingiu as suas empresas. É em linha com esta realidade que a mais recente análise de conjuntura regional da AECOPS acusa uma quebra que é transversal a todos os indicadores da atividade do Setor e que vai do número das empresas habilitadas a exercer a atividade, à confiança manifestada pelos empresários, passando pela respetiva carteira de encomendas e utilização da capacidade produtiva e pelo licenciamento de novos fogos habitacionais, lançamento de concursos e adjudicações efetuadas. Mais uma vez, o Algarve volta a ser a região mais assolada pela crise que atravessa o Setor. A redução do número de alvarás atingiu os -14,8% no período de um ano, as apreciações expressas no início de 2012, relativas ao ritmo de produção dos edifícios não residenciais e das obras de engenharia civil, foram todas de sentido negativo e a percentagem de utilização da capacidade produtiva instalada nas empresas atingiu 51,9%, face aos 64,8% em termos médios nacionais. Também a carteira de encomendas, medida em meses de produção assegurada, apresentou um valor invulgarmente reduzido: 4,1 meses. Por seu turno, o licenciamento de novos fogos habitacionais contraiu 54,6%, nos primeiros 11 meses de 2011. A nível nacional destacam-se as fortes quebras registadas em janeiro no mercado das obras públicas, as quais comprometem a continuidade da actividade das empresas que se dedicam a este segmento da construção. Em termos homólogos, foram apurados decréscimos, em valor, de 77,1% no que respeita ao lançamento de novos concursos e de 55,3% no que concerne às adjudicações de novas obras.
Fonte - AECOPS














