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Vida

Presidente da AECOPS alerta deputados para cenário de catástrofe

Ricardo Pedrosa Gomes, presidente da AECOPS e também da FEPICOP, manifestou aos deputados nacionais a sua preocupação relativamente ao futuro do setor da Construção, quando não há decisões firmes sobre vários aspetos que poderiam ajudar as suas empresas a atenuar os graves problemas que as afetam.

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Presidente da AECOPS alerta deputados para cenário de catástrofe

Por Jornal Rostos

Ouvido no âmbito da Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas sobre a situação que atravessa atualmente o setor da Construção, Ricardo Pedrosa Gomes relembrou as dificuldades com que o exercício desta atividade se depara diariamente, mas, sobretudo, enfatizou o facto de nada estar a ser feito para travar o seu agravamento.

Ainda à espera de respostas
A título de exemplo, este responsável deu conta aos deputados de várias diligências que têm sido feitas pela AECOPS junto do Governo nesse sentido, mas, até à data, sem qualquer resultado. Neste domínio, destacam-se, nomeadamente, a exposição a solicitar um regime excecional de liberação da caução e o pedido de declaração da Construção como “setor em reestruturação”, que continuam a aguardar resposta.

Poucas medidas e sem efeito prático
O presidente da Associação chamou igualmente a atenção para o facto de medidas com relevância para o Setor previstas no âmbito do Memorando de Entendimento do FMI/BCE/UE e do Compromisso para o Crescimento, Competitividade e Emprego não terem sido ainda concretizadas ou, estando em vias de o ser, não refletirem opções que permitam à Construção ter perspetivas de melhorias no curto prazo.
No primeiro caso, Ricardo Pedrosa Gomes apontou o dedo, entre outras, às questões relacionadas com a contratação pública e com a reabilitação urbana e, no segundo caso, a aspetos ligados à insolvência e ao arrendamento urbano.

No fim da audiência e numa altura em que os piores cenários se apresentam ao setor, o representante máximo da Construção sentenciou que, se “nada for feito, a Construção vai continuar a enfrentar sucessivos pedidos de insolvência e perda de emprego".

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