Regiões Autónomas dos Açores e da Madeiradesligaram hoje sinal analógico de televisão
Esta é a segunda etapa do processo de migração para a Televisão Digital Terrestre, depois do desligamento do sinal analógico da faixa litoral de Portugal Continental que decorreu entre 12 de janeiro e 23 de fevereiro.
Por Jornal Rostos
A TDT vai permitir a todos os telespetadores dos Açores e da Madeira acederem pela primeira vez à totalidade dos canais de televisão de sinal aberto, incluindo os canais regionais do operador público que emitem para cada um dos arquipélagos.
Até ao aparecimento da TDT nos Açores e na Madeira, e tal como acontece nalgumas regiões de Portugal Continental, os canais de sinal aberto não chegavam a toda a população. Efetivamente, no caso das ilhas, só os subscritores de televisão paga e do chamado pacote zero conseguiam ver os cinco canais em sinal aberto, a restante população apenas via dois canais: a RTP1 e a RTP Açores ou Madeira, consoante os casos.
A migração para a TDT vai ficar concluída a 26 de Abril quando foram desligados os emissores e retransmissores que servem a faixa interior de Portugal Continental.
O último inquérito da Marketest mostra que os telespetadores conhecem a TDT e estão preparados para a migração ou em vias de o fazer.
O primeiro passo para a migração é consultar a linha de apoio 800 200 838 ou o sítio na internet www.tdt.telecom.pt e conferir o tipo de cobertura, que pode ser por sinal satélite ou por sinal terrestre, e em função da situação adquirirem o equipamento necessártio para continuarem a ver televisão de forma gratuita.
A migração para a TDT não obriga à subscrição de serviços pagos de televisão, já que os canais que emitem em sinal aberto vão continuar disponíveis gratituitamente.
Existem subsídios para as populações mais carenciadas, nomedamente para beneficiários do Rendimento Social de Inserção, pensionistas com uma reforma inferior a 500 euros mensais ou portadores de um grau de deficiência superior a 60%.
Para garantir que a informação chega à população com maior dificuldade de acesso à informação, para além de campanhas informativas de carácter geral, a ANACOM tem mantido contactos e reuniões com entidades locais, sejam câmaras municipais, juntas de freguesia, paróquias ou IPSS.














