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Vida

AIP cria espaço de co-working no Mercado do Forno de Tijolo em Lisboa

A criação de um espaço de co-working, com capacidade para acolher 92 postos de trabalho, uma estrutura de apoio ao auto-emprego, à promoção da inovação e ao empreendedorismo, privilegiando projectos de profissionais independentes, é a base do projecto que a AIP vai desenvolver no Mercado do Forno de Tijolo (Anjos), na sequência de um concurso público que venceu, lançado pela Câmara Municipal de Lisboa (CML).

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Por Jornal Rostos

“É um local privilegiado de enquadramento de novas formas de emprego e de criação de empresas”, disse José Eduardo Carvalho, durante a cerimónia de apresentação do projecto, no dia 30 de Março, na Nave Central do Mercado do Forno do Tijolo, iniciativa em que também interveio António Costa, e na qual participaram outros responsáveis da CML e da AIP.

A disponibilidade total do espaço, em termos de carga horária, “é uma condição da sua viabilidade e um aspecto diferenciador que marca esta estrutura”, salientou o presidente da AIP-CCI, José Eduardo Carvalho, ao indicar os aspectos mais relevantes deste novo espaço de trabalho e conhecimento: “Temos muita experiência na concepção de projectos de incubação e criação de empresas. Mas o que vamos aqui implementar é um modelo diferente: é um modelo híbrido entre a forma tradicional de incubação de empresas e um habitat mais dinâmico e integrador de empresas, comércio, actividades culturais e até habitação. O projecto conjuga características dos dois modelos”.

José Eduardo Carvalho revelou ainda outras vantagens: “Vai haver uma modelização de espaços muito flexível, de acordo com as áreas que vão ser ocupadas, incluindo alugueres diários. Iremos, também, ter parcerias, nacionais e internacionais, que nos irão dar um respaldo para a dinamização deste espaço”.

O espaço está aberto, esclareceu José Eduardo Carvalho, a um conjunto alargado de profissionais, jovens e menos jovens: “Vai ser o local do auto-emprego, do freelancer, do trabalhador criativo, do trabalhador independente, do empreendedor social, daquele que prefere o trabalho individualizado mas em ambiente colectivo, o local privilegiado para a transferência de conhecimento e experiência inter-geracional, o local de experimentação de novas ideias, negócios e inovação”.

As razões que levaram a AIP a assumir este novo desafio radicam num conjunto de factores, determinados pelas contingências do processo evolutivo da sociedade portuguesa e da própria entidade. “Como sabem, a AIP tem quase 200 anos e nasceu quando se desenhava um modelo de criação de riqueza que assentava no capital e no trabalho”, recordou José Eduardo Carvalho para explicar que a realidade se alterou e que exige intervenções de outra índole: “Verificamos agora que os factores-chave da competitividade já não são o capital e o trabalho, mas sim o conhecimento e a inovação”.

José Eduardo Carvalho sublinhou ainda que a AIP tem de se adaptar e enquadrar às novas formas de emprego que estão a surgir. “E este projecto é um desafio para nós. É um desafio para testar a capacidade de adaptação da AIP às novas formas de organização do trabalho e às novas realidades sociais e económicas com que nos defrontamos. E é também um desafio à capacidade dos técnicos e da equipa da AIP para gerir projectos desta natureza”.

Na opinião do líder da AIP, “alteraram-se as formas de criação de empresas, nos escombros desta crise terrível que nos afecta. Portanto, esta é a razão porque começamos a estudar estes novos conceitos de criação de empresas, que é o chamado co-working, o que na prática significa trabalho colaborativo e partilhado”.

O co-working ficará a trabalhar com o FabLab (laboratório de fabricação digital) que será instalado no mesmo local. É mais uma iniciativa que a AIP promove com a Câmara Municipal de Lisboa e onde as ideias de produtos inovadores serão objecto de prototipagem.

António Costa: “Este é um bom exemplo de como é possível cooperar e acrescentar valor à cidade de Lisboa”

António Costa manifestou abertura do município para “trabalhar com as empresas e a indústria e com as universidades para a criação de novas dinâmicas económicas na cidade de Lisboa”: “Para a cidade se regenerar tem também que ter bons empregos e não só bons equipamentos. Agradeço à AIP. Este é um bom exemplo de como é possível cooperar e acrescentar valor à cidade de Lisboa. Queremos também que Lisboa tenha uma componente industrial. Que os co-working e os fab lab floresçam e que venham a nascer muitas ideias, produtos, empresas e empregos!”.

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