ACIB projeta o Vale do Cávado como um motor de Desenvolvimento

Por Jornal Rostos
Para João Albuquerque, Presidente da ACIB, “este será um mandato pragmático, assente nas seguintes linhas mestras:
• Defesa acérrima das empresas enquanto elemento estruturante da sociedade e da economia;
• Promoção de ações concretas de apoio ao Comércio, à Indústria, aos Serviços e à Restauração;
• Disponibilização de recursos para parcerias, quer ao nível local, regional e nacional, e aqui uma palavra especial para as parcerias com as outras Associações Empresariais;
• Manutenção da forte dinâmica na Formação Profissional, como instrumento decisivo para a competitividade e o emprego;
• Implementação de um plano de apoio ao fomento das exportações, consolidado numa estratégia de reforço da capacidade competitiva das empresas;
• Criação de redes e parcerias no Comércio Local, incluindo animação conjunta;
• Dinamização das Novas tecnologias e da investigação e Desenvolvimento dentro das empresas;
• Ações coletivas na área da Industria, e em especial do têxtil;
• Dinamização do Empreendedorismo, como elemento de criação de empresas e de emprego;
• Disponibilização constante para auxiliar as Confederações do Comércio e Indústria;
• Manutenção e reforço das ações junto do Governo e das Instituições do Estado, no sentido de fazer chegar as necessidades da região e das empresas”.
A ACIB continua a defender que não há um país forte sem regiões fortes. O distrito de Braga, e mais precisamente o Vale do Cávado, é disso exemplo vivo. A atual conjuntura económica nacional coloca as empresas portuguesas face a um novo desafio, que deve ser considerado numa perspetiva de competitividade, concorrência e definição de vantagens competitivas. Esta análise pode e deve ser feita pela perspetiva das regiões e do seu desenvolvimento.
A ACIB considera que é urgente que o país aposte numa ação concertada a nível nacional, regional e local como forma de fazer frente a esta crise financeira. Neste momento é preciso ver um compromisso efetivo para a redução da despesa pública, considerando um nível mais baixo da carga fiscal que fomente uma maior competitividade e o aumento da capacidade de atração de investimento, a par de um tratamento de equidade entre as PME´s e as grandes empresas.
É vital que se concentrem esforços na promoção e fomento da competitividade e do investimento, nos sectores sujeitos à concorrência internacional, como é o caso do têxtil. O Vale do Cávado é uma referência neste sector e acolhe cerca de 24,2% do total de empresas têxteis do norte do País, representando 2.789 unidades industriais. No sector têxtil / vestuário o Vale do Cávado representa cerca de 1100 milhões de euros de negócios. Estas empresas têxteis empregam direta e indiretamente, cerca de 70.000 pessoas.
A ACIB está atenta a esta realidade e não se demite deste papel impulsionador das empresas de qualidade que existem na região. A região do Vale do Cávado precisa deste estímulo à internacionalização das empresas e o acesso a novas fontes de financiamento. É urgente que se assista à criação de mecanismos, por parte do Estado, que fomentem o pagamento de dívidas entre empresas, em tempo útil. Por outro lado importa conseguir uma política eficaz de crédito bancário, essencial às micro e pequenas empresas.
O trabalho a realizar pela ACIB tem em vista promover as condições para que o Vale do Cávado se possa constituir como um exemplo, uma referência, um motor de desenvolvimento. Há soluções e há caminhos que nos podem conduzir a esse objetivo. A ACIB já fez propostas ao Governo nesse sentido, nomeadamente chamando a atenção para a importância de criar um plano de apoio do Governo à formação profissional, que funcionaria nos períodos em que empresas e unidades fabris estão paradas, por falta de encomendas.
A existência deste tipo de apoio permitiria que centenas de empresas se mantenham em funcionamento, pois quebrará o ciclo de desânimo, desinvestimento e risco sistémico a que se assiste neste momento. Este é um tipo de apoio perfeitamente enquadrável no Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e que pode vir a ser decisivo para o futuro das dezenas de milhares de postos de trabalho, sobretudo em empresas do sector têxtil, que vivem na incerteza e na iminência do fecho das empresas.
O Comércio é outro dos pilares da nossa missão. O comércio é a alma das cidades, especialmente das pequenas cidades, que não integram o leque dos grandes centros urbanos do país. O comércio local pode e deve ser entendido como um potencial motor para o desenvolvimento e futuro próspero das cidades.
Este é o momento em que o comércio tradicional deve arregaçar mangas e mostrar que dimensão não tem que ser sinónimo de qualidade. Antes pelo contrário, a pequena dimensão pode e deve permitir aumentar a qualidade do serviço prestado ao consumidor.
Nesta matéria vamos continuar a levar a cabo iniciativas de dinamização do comércio local como a que está a decorrer neste momento, com um sucesso assinalável. Uma iniciativa que consistiu na realização de parcerias com vários estabelecimentos, no sentido de realizar uma ação promocional de sorteio de 9 mil euros em prémios, além de um carro, na grande final.
Por outro lado, a aposta na formação continuará a ser outra das prioridades da ACIB. A associação tem uma vasta experiência nesta área, onde é já uma referência. Quer na formação de empresários, quer na formação de qualificação profissional e escolar.
De referir, a título de exemplo, que no programa “Formação PME”, desde 2007 que a ACIB já promoveu a intervenção em 275 empresas, com um total de quase 9 mil formandos e 910 cursos de formação, que usufruíram e beneficiaram dos serviços de consultoria, orientação e gestão proporcionados. A bolsa de formadores e consultores é constituída por mais de 400 pessoas nas diversas áreas de especialização e, ao longo destes anos, este programa de formação desenvolveu e cimentou um conjunto de boas práticas de gestão e orientação que coloca ao serviço das empresas da região, nomeadamente do Vale do Cávado.
O programa Formação PME tem como missão modernizar os modelos de negócio e práticas de gestão em PME, conduzindo-as no sentido do desenvolvimento contínuo e sustentado e em busca de melhorias concretas e visíveis nos resultados.
A ACIB também pretende promover as condições que facilitem o empreendedorismo e o tornem numa das ferramentas que são parte da solução para os problemas que o país enfrenta nos dias de hoje. Existe a necessidade de se fomentarem novos negócios e de apoiar jovens e adultos em projetos de base local regional e também empreendedores para a inovação. Esta é uma matéria que vai, igualmente merecer a atenção da ACIB durante este mandato.
Para este trabalho, a ACIB conta com uma equipa renovada e Órgãos Sociais com experiência, com equipas técnicas capazes que já deram provas de sucesso.














