Semana Europeia da MobilidadePortugueses otimistas com veículos elétricos
O Observador Cetelem escolheu os “Automóveis Elétricos” como tema para a sua edição 2012 do Caderno Automóvel. Na Semana Europeia da Mobilidade, o Observador Cetelem apresenta-nos as principais conclusões desta análise. O estudo demonstra que os portugueses estão prontos para a revolução dos elétricos na mobilidade, têm uma boa imagem e encaram sem qualquer preocupação uma rutura na relação com o automóvel tradicional.
Por Jornal Rostos
Os portugueses surgem no estudo como os mais entusiastas entre os europeus com a chegada dos veículos elétricos. Apenas 18% declara que não tem interesse num veículo 100% elétrico. Para além do interesse e da curiosidade, 70% dos portugueses admite vir a comprar um veículo elétrico.
A análise revela ainda que 76% dos consumidores portugueses está convencido de que os elétricos irão permitir reduzir os custos de utilização com o automóvel. Contrariando a média europeia, que avalia que o veículo elétrico se tornará rentável assim que o preço do combustível atingir 3,40€/l, os portugueses justificam a necessidade de mudar para este tipo de veículo a partir do momento em que o preço do combustível seja superior a 1,30€/l.
No entanto, o Observador revela que em todos os países europeus analisados, possuir um veículo elétrico custa mais caro do que o veículo a gasolina. O estudo analisou em sete países europeus o custo total de propriedade (que inclui a aquisição, despesas de manutenção, de seguro e incentivos governamentais), por um período de oito anos, entre uma viatura citadina a gasolina e uma viatura citadina elétrica. No caso específico de Portugal, o diferencial de preços é de 55% entre ambas as viaturas, sendo que os elétricos surgem como os mais dispendiosos. Em Itália a diferença chega aos 85% e na Alemanha aos 80%.
«A tecnologia elétrica é mais dispendiosa no momento da compra do que a tecnologia tradicional. Deste modo, o aumento dos veículos elétricos nas nossas estradas não poderá fazer-se numa primeira fase sem o apoio dos governos – quer seja através das subvenções à compra ou da não tributação. Por conseguinte, a maior parte dos dez países que fazem parte do estudo implementaram todo um arsenal de medidas destinadas a estimular a transição para estas novas soluções elétricas», afirma Diogo Lopes Pereira, diretor de Marketing do Cetelem.
Fonte - Cetelem














