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Vida

Classe Média PortuguesaViaja mais, com mais frequência e para mais longe do que os seus pais

Metade da classe média portuguesa reconhece que viaja pelo menos tanto, senão mais e mais longe do que os seus pais, para fins-de-semana ou férias prolongadas. Para além da frequência, a classe média atual permite-se também conhecer o país mais vezes do que os seus pais, bem como partir de férias para o estrangeiro. Estes dados são revelados pelo Barómetro Europeu do Observador Cetelem, cujo tema da edição 2012 são “as classes médias europeias”.

3 min de leitura

Por Jornal Rostos

Quer se trate de férias, idas ao restaurante ou ao teatro, o lazer está generalizado no nosso país, em maior ou menor escala no seio das classes médias. Os pequenos prazeres de ócio são hoje, claramente, mais consumidos pelas classes médias do que há uma geração atrás. Mais de metade da classe média portuguesa reconhece que sai com mais frequência.

Apenas 25% dos inquiridos pelo Observador Cetelem admite que viaja tanto como os seus pais, seja para fim-de-semana ou em férias prolongadas em território nacional ou para no estrangeiro. Encontramos um cenário muito semelhante com idas a restaurantes (apenas 23% afirma que vai com a mesma assiduidade dos pais) e com saídas culturais, como cinema, teatro ou museus (21%). Já metade dos inquiridos diz que sai mais vezes para comer fora do que os pais (57%) e também para fazer programas culturais (57%).

«As viagens e o ócio tornaram-se sagrados para a classe média portuguesa. Como não querem esperar para ter poupado o suficiente para viajar, preferem fazê-lo com mais frequência e mais perto. Os passeios são mais divididos ao longo do ano, longe da imagem de uma grande viagem de sonho, para a qual é preciso poupar vários anos. O importante é viajar e abrir novos horizontes, sair para visitar o património do seu próprio país. Não é por isso de admirar que a classe média portuguesa não privilegie as férias em relação ao fim de semana, nem o território nacional ao estrangeiro, afirma Diogo Lopes Pereira, diretor de Marketing do Cetelem.

Ficha Técnica
Para as análises e previsões deste estudo foram inquiridas amostras representativas das populações nacionais (18 anos e superior) de doze países: Alemanha, Espanha, França, Hungria, Itália, Polónia, Portugal, República Checa, Roménia, Reino Unido, Rússia e Eslováquia – mais de 6.500 Europeus inquiridos a partir de amostras com pelo menos 500 indivíduos por país. Os inquéritos foram realizados em parceria com o gabinete de estudos e consultoria BIPE, com base num inquérito barométrico conduzido no terreno em Novembro/Dezembro de 2011, pela TNS Sofres.

A coerência entre a definição das classes médias dos diferentes países manteve-se através de uma aproximação à realidade, permitindo comparações internacionais. Para tal, utilizou-se uma classificação económica habitual, em função de décimos de rendimentos: para o Observador Cetelem, a classe média corresponde às famílias pertencentes aos quintos dos rendimentos Q2, Q3 e Q4, constituindo 60% da população, situando-se entre os 20% mais pobres e os 20% mais ricos.

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