Administração da CP não poderá deixar de procurar asseguraros serviços mínimos indispensáveis para garantir a mobilidade

Por Jornal Rostos
Comunicado do Conselho de Administração
da CP - Comboios de Portugal, E.P.E.
Numa semana em que estão ser a afetados cerca de 1 milhão e 800 mil passageiros por mais um gravoso surto grevista, o Conselho de Administração da CP – Comboios de Portugal não pode deixar de mais uma vez lamentar profundamente os danos causados às populações e à própria Empresa.
Em 2012 ainda não existiu um único dia de calendário que, de uma maneira ou outra, não tenha sido perturbado por greves.
Estes protestos sindicais estão invariavelmente ligados à contestação das recentes alterações ao Código de Trabalho bem como às medidas de contenção orçamental aprovadas pela Assembleia da República.
Neste contexto, não tem o Conselho de Administração da CP qualquer meio de dar satisfação a essas reivindicações para evitar ou conter o conflito, uma vez que tem o estrito dever de cumprir com as leis da República e as determinações do Governo.
Para amanhã, feriado do 5 de outubro, alguns sindicatos têm declarado a intenção de não assegurarem os serviços mínimos, que no entender fundamentado da empresa, estão decretados pelo Tribunal Arbitral.
A decisão emanada por este Tribunal impõe-se não só aos trabalhadores e respetivos sindicatos, mas também à própria administração da Empresa.
Por isso, o Conselho de Administração da CP não poderá deixar de procurar assegurar os serviços mínimos indispensáveis para garantir a mobilidade das populações em todas as situações que não existam alternativas razoáveis garantidas por outros operadores de transporte público coletivo de passageiros, esperando que os sindicatos representativos dos trabalhadores reconsiderem a posição adotada e acabem por não pôr em causa o cumprimento adequado desta obrigação.
Lisboa, 04 de outubro de 2012














