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Vida

Porto de Sines e Porto de Leixões não sofrem efeito de greves

Na anunciada greve nacional “dos portos portugueses”, os Portos de Sines e de Leixões, onde se movimenta 60,5% da tonelagem total dos portos portugueses, não estão nem vão estar paralisados pela greve declarada pelo Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal para os Portos de Setúbal, Lisboa e Figueira da Foz que, em conjunto, apenas, movimentam 28,5% da tonelagem total.

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Por Jornal Rostos

Porto de Sines e Porto de Leixões não sofrem efeito de greves

Tem sido noticiado por vários Órgãos de Comunicação Social a onda de greves “nos portos nacionais” sem que tenha sido referido que os Portos de Sines e de Leixões estão a funcionar, e continuarão a funcionar normalmente, uma vez que os seus Trabalhadores Portuários não aderiram á greve anunciada pela Estrutura Sindical dos Portos de Setúbal, Lisboa e Figueira da Foz, a partir de 23 de Outubro, próximo.
É, portanto, nosso entendimento que uma referência generalizada aos portos nacionais sem acautelar que os Portos de Sines e de Leixões estão e estarão a funcionar em pleno, dá uma má nota aos Agentes Económicos, em particular, aos que se situam no segmento do comércio internacional.
Acontece ainda que perante uma situação de greve nacional nos portos portugueses é legítimo que a cadeia logística se recomponha em favor dos portos espanhóis com severo prejuízo para Sines e Leixões.
Mas já durante a segunda quinzena de Setembro passado, período em que os portos portugueses foram fustigados por sucessivas paralisações, os Portos de Sines e de Leixões forma incluídos no panorama nacional sem uma nota de que, apesar das greves, estes dois portos foram os menos afectados, sendo até, que o Porto de Leixões, no que ao trabalho portuário disse respeito (não aderiu á greve), manteve-se sempre a funcionar o que permitiu receber e entregar carga aos carregadores, bem como, carregar e descarregar os navios que tinham condições para demandar este porto.
Na anunciada greve nacional “dos portos portugueses”, os Portos de Sines e de Leixões, onde se movimenta 60,5% da tonelagem total dos portos portugueses, não estão nem vão estar paralisados pela greve declarada pelo Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal para os Portos de Setúbal, Lisboa e Figueira da Foz que, em conjunto, apenas, movimentam 28,5% da tonelagem total.
Assim, pela importância que os Portos de Sines e de Leixões têm no comércio internacional português (61;5%) com destaque para as exportações onde Leixões, pela sua inserção numa região de forte implantação de empresas exportadoras, é uma porta de saída essencial, as Comunidades Portuárias destes dois portos sentiram ser sua obrigação vir junto de Vªs Exªs solicitar que seja divulgado este esclarecimento pois, do nosso ponto de vista, reveste-se de interesse nacional que os Agentes Económicos saibam que têm soluções alternativas, Sines e Leixões, aos portos com instabilidade laboral anunciada.
Nem sempre quando chove em Lisboa, chove no resto do País !

A Comunidade Portuária de Leixões
Jaime Vieira dos Santos (Dr)
Presidente

A Comunidade Portuária de Sines
Carlos Vasconcelos (Dr)
Presidente

17 de Outubro de 2012

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