Saltar para o conteúdo
Vida

A ACIB DEBATE A IMPORTÂNCIA DA I&D PARA A COMPETITIVIDADE DAS PMENa Rota do Conhecimento – Semana Europeia das PME’s

Portugal apresenta problemas estruturais quanto ao investimento em atividades de I&D, nomeadamente I&D empresarial, que enfraquecem a atividade inovadora do sector empresarial português e a sua capacidade competitiva num contexto internacional, e dificultam a transição para uma economia baseada no conhecimento.

7 min de leitura

Por Jornal Rostos

Consciente desta realidade a ACIB realizou, no dia 18 de Outubro, no Salão Nobre, o seminário “AS PME’S NA ROTA DA I&D” cujo objetivo principal foi mostrar aos empresários da região, o que podem e devem fazer para encontrar o caminho da I&D, um caminho privilegiado para o incremento da competitividade.

Dezenas de empresários compareceram para uma reunião de trabalho em que também estiveram presentes como oradores: o Professor Dr. Miguel Guerreiro diretor da Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão, o Professor Doutor Vasco Teixeira pró-reitor para a investigação da universidade do Minho, o Eng.º Paulo Cadeia diretor de Inovação do CITEVE, O Eng.º Eduardo Bacelar Pinto diretor executivo do Centro de Computação Gráfica e ainda a Dra. Silvina Alves sócia gerente da empresa Triformis - Consultoria em Negócios, Lda.

O Presidente da Direção da ACIB, Eng.º João Albuquerque, fez a abertura do evento reforçando a importância da I&D como fator estruturante no desenvolvimento da economia nacional. Salientou ainda a importância das instituições convidadas, CCG, CITEVE, Universidade Lusíada e Universidade do Minho, parceiros importantes que a ACIB pretender envolver neste projeto da I&D junto das PME’s. O Presidente da Direção da ACIB, reiterou ainda o dinamismo e a pró atividade que a ACIB tem e terá no futuro próximo no que concerne ao incentivo e á promoção da I&D no tecido empresarial. Todos juntos, a ACIB, as instituições do ensino e da instigação e as empresas conseguem fazer mais e melhor pela região.

De seguida, interveio o Professor Dr. Miguel Guerreiro diretor da Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão que iniciou a sua intervenção fazendo um paralelismo entre investigação científica feita nas universidades e a investigação aplicada às empresas. È esta investigação aplicada e direcionada às necessidades empresarias que cria conhecimento e gera valor económico. O tecido empresarial nacional é empreendedor e recetivo á mudança, no entanto, dada a conjuntura económica atual, crescer pela receita é muito difícil e a única forma de o fazer é sobretudo pela via da inovação e da otimização de processos, reduzindo custos e aumentando a eficiência. Neste sentido cada vez mais as empresas e as instituições de ensino e investigação devem trabalhar em conjunto, em parceria constante.
O Professor Doutor Vasco Teixeira pró-reitor para a investigação da universidade do Minho abordou o tema “Horizonte 2020 e a aposta na investigação para a inovação na competitividade das PME’s: as oportunidades de financiamento no Programa Quadro Europeu de Investigação e Inovação ”.
No início da sua intervenção o Professor Doutor Vasco Teixeira afirmou que o empreendedorismo e a inovação são considerados como objetivos prioritários para o desenvolvimento e para o aumento da competitividade da economia nacional e que Portugal deverá construir uma nova realidade económica, competitiva e aberta ao mundo, alicerçada em conhecimento e inovação, capital humano altamente qualificado e forte espírito empreendedor.
O conceito de Espaço Europeu da Investigação (EEI) procura em primeiro lugar consolidar o mercado interno europeu, expandindo-o à livre circulação de investigadores, tecnologias e conhecimentos.
Neste sentido foi criado o Quadro Financeiro Plurianual EU 2014-2020, cuja dotação orçamental é de 1000 milhões €, e cujo desafio chave é estabilizar o sistema financeiro e económico tomando medidas para criar oportunidades económicas
Os instrumentos financeiros do Programa-Quadro para a Competitividade e a Inovação (PCI), que dispõe de um orçamento de 1,1 mil milhões de euros, deverão permitir às instituições financeiras fornecerem cerca de 30 mil milhões de euros em novas linhas de financiamento para mais de 315 mil PME’s.
A investigação e o desenvolvimento (I&D), constituem a chave para o futuro do crescimento económico e do emprego. O objetivo da UE é aumentar o investimento nesta área de forma a alinhar a despesa em I&D pela dos Estados Unidos e do Japão.
Despesa em I&D na Europa é inferior a 2 %, contra 2,6 % nos EUA e 3,4 % no Japão, sobretudo devido a níveis inferiores de investimento privado.
A estratégia Europa 2020 estabelece três prioridades que se reforçam mutuamente:
– Crescimento inteligente: desenvolver uma economia baseada no conhecimento e na inovação
– Crescimento sustentável: promover uma economia mais eficiente em termos de utilização dos recursos, mais ecológica e mais competitiva.
– Crescimento inclusivo: fomentar uma economia com níveis elevados de emprego que assegura a coesão social e territorial.
Para atingir estes objetivos existe uma Proposta da Comissão para um programa de financiamento de ciência e inovação de cerca de 86 mil milhões de euros (2014-2020).
Por ultimo, o Professor Doutor Vasco Teixeira afirmou que Programa-Quadro 2020 oferece novas e numerosas oportunidades para a investigação e desenvolvimento na Europa que vão apoiar e acelerar a transformação tecnológica e a recuperação económica do velho continente.

O Eng.º Paulo Cadeia diretor de Inovação do CITEVE abordou a temática “ A importância da I&D no desenvolvimento e da dinamização do negócio para as PME’s”. A sua intervenção teve como foco a definição e a diferenciação entre investigação e desenvolvimento e a inovação. Desenvolveu ainda o baixo investimento das empresas nacionais na I&D e a sua repercussão na baixa capacidade interna de produção de conhecimento e inovação tecnológica, constituindo-se numa clara desvantagem competitiva.
Por fim evidenciou as vantagens que o tecido empresarial obtém com a aposta e investimento em projetos de I&D e no papel interventivo que o CITEVE tem tido nesta temática nas empresas da região.

O Eng.º Eduardo Bacelar Pinto diretor executivo do Centro de Computação Gráfica, na sua intervenção reafirmou a importância da Inovação para o tecido empresarial, nomeadamente para as PME’s. Analisou detalhadamente a cadeia de valor da Inovação, apresentando as oportunidades e sinergias em inovação e desenvolvimento de tecnologia ao dispor das pequenas e médias empresas. O CCG- Centro de Computação Gráfica é o “interface” entre as fontes do saber (Universidades) e a economia (Empresas), através de projetos abertos, vocacionados para a prestação de serviços e transferência de tecnologia nas áreas afins à computação gráfica, tecnologias da informação, comunicação e eletrónica e suas aplicações.

A Dra. Silvina Alves, Sócia Gerente da Triformis - consultoria e gestão Lda, na sua intervenção, apresentou os Instrumentos de Co-Financiamento existentes no âmbito do QREN.
Iniciou então esta intervenção com a explicação do Sistema de Incentivo à Investigação & Desenvolvimento Tecnológico (I&DT) cujo objetivo visa investir na Investigação e Desenvolvimento, com vista a obter novos produtos, serviços ou processos, economicamente viáveis. Salientou que esta é a prioridade deste Sistema de Incentivos, direcionado para a aposta em Projetos de investigação e desenvolvimento tecnológico (I&DT) e de demonstração tecnológica, individuais ou em co-promoção, liderados por empresas ou, no caso de projetos de I&DT Coletiva, promovidos por associações empresariais, representando os interesses e necessidades de um conjunto significativo de empresas.
De seguida deu a conhecer o Sistema de Incentivo à Inovação – SI Inovação, apresentando as tipologias destes projetos: Inovação Produtiva e Empreendedorismo Qualificado. Este Sistema de Incentivo visa Promover a inovação no tecido empresarial, pela via da produção de novos bens, serviços e processos que suportem a sua progressão na cadeia de valor, pela via da Introdução de melhorias tecnológicas e o reforço da sua orientação para os mercados internacionais e ainda estimular o empreendedorismo qualificado e o investimento estruturante em novas áreas com potencial crescimento,
Salientou que será privilegiado o apoio a projetos de investimento com forte intensidade inovadora e de natureza estruturante (com efeito de demonstração e arrastamento no tecido económico).

A ACIB tem tido uma forte dinâmica regional na persecução de um maior incremento dos indicadores da Competitividade, através de iniciativas de apoio às PME´s proporcionando momentos de debate como forma de “dar voz” ao tecido empresarial da região. Este esforço que tem sido feito de forma consecutiva ao longo dos anos tem gerado resultados junto dos organismos responsáveis.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção