Comissões de trabalhadores do Parque Industrial Autoeuropa em PalmelaDesemprego e falta de formação afastam investimento em Portugal
"As elevadas quebras de procura que estão a acontecer, fruto da crise que assola a Europa, a falta de um novo produto na Volkswagen Autoeuropa, vai levar as empresas a recorrer a despedimentos colectivos, despedimentos estes que podem pôr em risco a vinda de um novo modelo." - é referido.

Por Jornal Rostos
Os representantes dos trabalhadores do Parque Industrial da Volkswagen Autoeuropa, reunidos hoje dia 7 de Novembro para análise da situação laboral, verificaram com grande preocupação o estado de rotura social em que muitas empresas estão, ou podem vir a estar, face às previsíveis reduções de produção para 2013 e 2014 nas marcas para as quais trabalham.
Esta não é a primeira vez que tal acontece, o passado mostra-nos que a partilha de experiências, na procura de soluções, foi decisiva para encontrar alternativas na manutenção dos postos de trabalho.
As elevadas quebras de procura que estão a acontecer, fruto da crise que assola a Europa, a falta de um novo produto na Volkswagen Autoeuropa, vai levar as empresas a recorrer a despedimentos colectivos, despedimentos estes que podem pôr em risco a vinda de um novo modelo.
A Coordenadora das Comissões de Trabalhadores já pediu uma reunião, no início de Junho do corrente ano, com o Ministério da Economia sem obter qualquer resposta.
Vamos reiterar esta solicitação, pois é necessário manter os empregos, mostrando assim à Volkswagen que este parque Industrial está em condições de suportar o arranque de um novo produto a qualquer momento, tal como aconteceu no passado.
Neste período de redução da produção a experiência mostra-nos que a melhor maneira de manter aqui os trabalhadores, seja na Volkswagen Autoeuropa ou nas empresas do Parque, é com o recurso a formação profissional, aumentando assim as competências técnicas e académicas destes Trabalhadores.
O Governo tem que fazer a escolha entre trabalhadores que mantendo o seu posto de trabalho são cidadãos contribuintes, ou cidadãos, que, desempregados são socialmente dependentes.
Os custos sociais com desemprego (que face à media de idades será de longa duração), são muito superiores aos custos de formação.
O Desemprego e a falta de formação às novas técnicas de produção e aos novos produtos levam ao afastamento do investimento em Portugal.
Da nossa parte, estamos dispostos a contribuir com soluções e dispomo-nos como Coordenadora a reunir com todas as Direcções das empresas, seja da Volkswagen Autoeuropa seja do Parque Industrial, bem como com o Governo.
Palmela, 7 de Novembro de 2012
Coordenadora das comissões de trabalhadores do Parque Industrial Autoeuropa














