Ferroviários de luto dia 14 de FevereiroNas principais Estações Ferroviárias «INSUBORDINAÇÃO E LUTO DA FAMÍLIA FERROVIÁRIA»
A jornada de “INSUBORDINAÇÃO E LUTO DA FAMÍLIA FERROVIÁRIA” foi marcada para o dia 14 de Fevereiro, a partir das 16.30 horas, nas principais Estações Ferroviárias.
Foi, também, agendada uma Jornada de luta, em acção convergente com outras empresas e Organizações dos Trabalhadores do Sector de Transportes, na última semana de Fevereiro e/ou 1ª semana de Março.

Por Jornal Rostos
Ferroviários de luto!
As organizações dos trabalhadores ferroviarios vão realizar, um conjunto de iniciativas, que foram aprovadas na última reunião que se realizou no dia 4 de Fevereiro com a participação da maioria dos sindicatos e Cts do sector ferroviário:
1º - Todas as ORTs (Organizações Representativas dos Trabalhadores) vão apresentar em tribunal Providências Cautelares;
2º - “INSUBORDINAÇÃO E LUTO DA FAMÍLIA FERROVIÁRIA” dia 14 de Fevereiro a partir das 16.30 horas, nas principais Estações Ferroviárias;
3º - Jornada de luta, em acção convergente com outras empresas e Organizações dos Trabalhadores do Sector de Transportes, na última semana de Fevereiro e/ou 1ª semana de Março.
Estas iniciativas inserem-se na luta contra as actuais medidas de redução e congelamento dos salários e pensões desde 2010; a redução do pagamento do valor do trabalho extraordinário, trabalho em dia de descanso semanal e dia feriado; o congelamento das progressões profissionais o que no total significa já uma redução salarial equivalente no mínimo a 3 salários mensais num ano, violando assim as expectativas dos trabalhadores e os Acordos de Empresa livremente assinados entre empresas e estruturas sindicais.
E num quadro de preparação das empresas do sector ferroviário para processos de privatização, o governo quer destruir todos os direitos contratuais, em particular o direito ao transporte ferroviário de trabalhadores e familiares, existente há mais de 100 anos e que se insere nas diversas componentes de remuneração do trabalho, fruto de processos negociais decorrentes do direito constitucional à negociação colectiva nas empresas.
Perante este ataque brutal aos ferroviários e à ferrovia em Portugal, os trabalhadores do sector têm assumido a luta em defesa dos seus direitos. Perante a firmeza demonstrada, assistimos nas empresas ao aumento da repressão, com a instauração de centenas de processos disciplinares numa escalada persecutória nunca vista.
Os trabalhadores das diversas empresas do sector ferroviário, reivindicam:
Um serviço público de qualidade e que corresponda às necessidades do País e dos Portugueses;
O cumprimento dos Acordos de Empresa em todas as suas matérias;
O fim da redução e congelamento dos salários, pensões e reformas;
O aumento dos salários e pensões;
O respeito dos direitos contratuais, com especial destaque para o direito ao transporte ferroviário;
O fim da repressão e arquivamento dos processos disciplinares resultantes do exercício do direito à greve;
O fim da política de destruição das empresas públicas e redução das componentes salariais previstas na proposta de lei 106/XII;
Que se ponha termo a decisões ou intenções de privatização e destruição das empresas do sector ferroviário;
Pela defesa das funções sociais do Estado.
Fonte - Sub CT Barreiro-sado da CP














