Palmela - No Parque Industrial Volkswagen AutoeuropaMais de 100 postos de trabalho perdidos
. Em 2013 podem ser cerca de 500
"A própria Autoeuropa está a trabalhar no sentido de encontrar soluções para cerca de 600 trabalhadores, trabalhadores em excesso que resultam da conjuntura do mercado." - sublinha a Comissão de Trabalhadores.

Por Jornal Rostos
A Comissão Coordenadora das Comissões de Trabalhadores que reuniu ontem, dia 19 de Fevereiro, fazendo novamente o balanço social e laboral das empresas de todo o complexo industrial, constataram que as preocupações sobre o nível de emprego se confirmam com a redução de trabalhadores que tem vindo a ser realizada pelas diversas empresas em todo o parque industrial.
Neste momento, ainda estamos apenas no segundo mês do ano, já temos mais de 100 postos de trabalho perdidos, o que confirma as nossas previsões avançadas no início de Novembro de 2012, de só no ano de 2013 poderem vir a ser cerca de 500 postos de trabalho afetados, entre despedimentos (a maioria) e Lay-Off.
A constante preocupação das Comissões de Trabalhadores em procurar soluções para que o problema não seja mais grave tem minimizado o problema. Mas, o mesmo já não pode dizer da parte do nosso Governo, nomeadamente pelo Ministério da Economia e Emprego que após nos ter recebido, não mais nos deu respostas sobre a documentação que enviámos no sentido de se encontrarem soluções alternativas aos despedimentos.
As empresas no parque têm avançado com despedimentos coletivos ou por mútuo acordo, de trabalhadores efectivos, nomeadamente, Faurecia, Grupo Schnellecke, Wheels, outras de trabalhadores temporários e contratados, como a SAS, a Inapal Plásticos, a Vanpro, a Isporeco, PaintYes (antiga SPPM), Peguform, etc.
A própria Autoeuropa está a trabalhar no sentido de encontrar soluções para cerca de 600 trabalhadores, trabalhadores em excesso que resultam da conjuntura do mercado.
Neste período de redução da produção a experiência mostra-nos que a melhor maneira de manter aqui os trabalhadores, seja na Volkswagen Autoeuropa ou nas empresas do Parque, é com o recurso a formação profissional, aumentando as competências técnicas e académicas destes Trabalhadores, mas não vemos disponibilidade de muitas empresas nem iniciativas do Governo para isso.
O Desemprego e a falta de formação às novas técnicas de produção e aos novos produtos levam ao afastamento do investimento em Portugal.
Da nossa parte, estamos dispostos a contribuir com soluções e dispomo-nos como Coordenadora a reunir com todas as Direcções das empresas, seja da Volkswagen Autoeuropa seja do Parque Industrial, bem como com o Governo.
Palmela, 20 de Fevereiro de 2013
A Coordenadora














