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«Greve Geral no Distrito de Setúbal foi um êxito»afirma União dos Sindicatos de Setúbal

. Recolha de Resíduos Sólidos não se verificou no Distrito à excepção de um caso pontual no Montijo

"A Greve Geral constituiu uma enorme demonstração da vontade dos trabalhadores, um grito poderoso de mudança, dos que produzem a riqueza, na exigência de mudanças de políticas no sentido de um país com mais justiça e progresso social.
A voz dos trabalhadores nesta grandiosa Greve Geral foi a voz da exigência por uma política alternativa." - sublinha um comunicado da Comissão Executiva da USS/CGTP-IN.

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«Greve Geral no Distrito de Setúbal foi um êxito» afirma União dos Sindicatos de Setúbal

Por Jornal Rostos

Greve Geral
Um poderoso grito pela mudança

A União dos Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN saúda os trabalhadores e as trabalhadoras do Distrito que com a sua adesão à Greve Geral deram uma resposta clara aos problemas e aos anseios dos portugueses e exigiram uma necessária mudança de política.

Exigiram a demissão do governo e a convocação de eleições antecipadas. Exigiram uma politica alternativa soberana e de esquerda, para garantir o futuro de Portugal e a construção de um país onde o desenvolvimento e o progresso sirvam todos os trabalhadores e a população em geral.

A USS/CGTP-IN saúda as centenas de dirigentes, delegados e activistas sindicais que nas últimas semanas realizaram mais de 1.200 plenários, reuniões e contactos com os trabalhadores do Distrito onde se discutiu as razões e a necessidade da Greve Geral.

A Greve Geral, ontem efectuada, decorreu num quadro sócio-laboral de aumento da precariedade dos vínculos laborais, de aumento do desemprego e do custo de vida que é necessário ter presente na apreciação da luta desenvolvida.

A Greve Geral, no Distrito de Setúbal foi um êxito.

Contou com fortes adesões em todos os sectores de actividade, quer no sector privado, quer no sector público.

Autoeupa com produção paralisada e as empresas do parque industrial (Faurência, Bentler, Continental Lemers, e Tecneco entre outras) com produção paralisada, Lisnave, Lisnave Yard, empreiteiros e precários a 100%, empreiteiros da Refinaria de Sines a 90%, Euroresinas com a produção parada, Arsenal do Alfeite a 90%, a EMEF a 100%, a Multiauto a 100%, a Visteon a 85%, Tanquipor a 100%, Simarsul a 70,5%, Amarsul a 100%, EDP – Central de Produção Termo Eléctrica (turnos) a 80%., a João de Deus a 55% e a Alstom a 50%.
Na ligação fluvial a Lisboa (Trantejo e Soflusa) só funcionou uma ligação (Seixal e Montijo, encerrados), na CP - Linha do Sado sem qualquer circulação, CP-Carga e REFER a 100%, Metro Transportes do Sul (Almada) sem qualquer circulação, os TST com 75% de adesão, os TCB a 100%.
Os portos de Setúbal e Sesimbra encerrados, o Porto de Sines com o tráfego congestionado, as Lotas de Setúbal e Sesimbra encerradas, a frota do cerco de Setúbal e Sesimbra a 100%, pesca artesanal em Setúbal a 85% e Barra-Barra a 100%.
Na Atalntic Ferries só se efectuaram os serviços mínimos.

A Recolha de Resíduos Sólidos não se verificou no Distrito, à excepção de um caso pontual no Montijo. Nas Juntas e Câmaras Municipais com adesões entre os 93% e os 100%.

A adesão nos diversos Hospitais foram as mais elevadas de sempre, quer nos enfermeiros, quer no pessoal administrativo, com adesões entre 77% e os 100%.
Nos Centros de Saúde e USF’s verificou-se o encerramento de mais de duas dezenas de unidades.

Nos Centros da Segurança Social não houve qualquer serviço de atendimento. Nas Escolas quer do Ensino Básico, quer do Ensino Secundário, nos Infantários e IPSS também se verificou os efeitos da Greve Geral.

Contou ainda com uma grande participação da população nas nove concentrações e desfiles realizadas no Distrito que contou com mais de 3.500 participantes.

A Greve Geral constituiu uma enorme demonstração da vontade dos trabalhadores, um grito poderoso de mudança, dos que produzem a riqueza, na exigência de mudanças de políticas no sentido de um país com mais justiça e progresso social.

A voz dos trabalhadores nesta grandiosa Greve Geral foi a voz da exigência por uma política alternativa.

Foi a exigência do aumento dos salários, da redução da carga fiscal sobre quem trabalha e sobre os reformados e aposentados, de modo a dinamizar o consumo interno. Foi a exigência de aumentar a produção nacional para criar mais emprego de qualidade, de taxar o grande capital financeiro e acabar com os benefícios fiscais e os off-shore e obter mais receita fiscal.

Foi a exigência da necessidade urgente de romper com o programa de agressão, renegociar a dívida, nos juros prazos e montantes.

Andarão mal os órgãos de soberania, nomeadamente o Presidente da Republica, se não tiver em conta a vontade e a determinação de mudança ontem demonstrados.

A União dos Sindicatos de Setúbal apela aos trabalhadores do Distrito a manterem a sua unidade e a sua coesão em torno dos seus Sindicatos e a continuarem a luta nas empresas e nos locais de trabalho e na rua.

A Comissão Executiva da USS/CGTP-IN

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